Quatro meses após sua despedida da bancada do Jornal Nacional, William Bonner já tem uma nova missão na programação da Globo. No dia 20 de fevereiro, ele fará sua estreia como apresentador e repórter do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg, marcando um capítulo emocionante em sua carreira jornalística.
Uma parceria aguardada há anos
Durante um anúncio das novidades do jornalismo da Globo, realizado nesta quinta-feira, Bonner revelou que pleiteava um lugar no programa há algum tempo. Ele lembrou que, quando Sandra estreou no Globo Repórter em 2019, ela enviou uma mensagem carinhosa: "Cheguei primeiro, mas estou te esperando aqui." Essa expectativa agora se concretiza, prometendo uma dinâmica única entre os dois profissionais.
Mudanças no formato do programa
Além da novidade na equipe de apresentadores, o Globo Repórter passará por uma transformação significativa: a dispensa do teleprompter. Essa ferramenta, tradicionalmente usada para a leitura de textos, será substituída por um clima mais descontraído e conversado. Bonner explicou que essa abordagem é nova para ele, com exceção de uma experiência durante uma tragédia no Rio Grande do Sul.
"Como não tem teleprompter, é algo novo pra gente. A única vez que eu trabalhei totalmente sem 'TP' na vida foi em uma tragédia do Rio Grande do Sul. Mas poder conversar com o colega antes de apresentar o programa é muito mais divertido", afirmou o jornalista. Ele destacou que, durante a gravação do piloto, ele e Sandra se divertiram muito, inclusive cometendo erros que tornaram o processo mais leve e humano.
Reencontro com os desafios do jornalismo
Bonner expressou entusiasmo com esse novo desafio, descrevendo o Globo Repórter como um reencontro com a essência de sua profissão. "O 'Globo Repórter' é o meu reencontro com os desafios da profissão que eu amo", declarou, ressaltando sua paixão pelo jornalismo e a oportunidade de explorar formatos mais dinâmicos.
Retorno à ponte aérea Rio-São Paulo
Além das novidades no programa, Bonner compartilhou uma mudança pessoal significativa: ele voltou a utilizar a ponte aérea Rio-São Paulo. Desde 2013, o apresentador optava por fazer o trajeto de carro, evitando voos devido a preocupações com segurança e exposição.
Ele explicou que, como símbolo do Jornal Nacional e da Globo, sentia-se como um "para-raio" para manifestações hostis, o que o levava a evitar situações constrangedoras que poderiam viralizar. No entanto, desde que deixou o comando do telejornal, ele retomou os voos e tem recebido uma recepção calorosa do público.
"Não passei por nenhuma hostilidade. E eu até brinquei com algumas pessoas da minha família que eu sinto como se eu tivesse falecido. Porque quando alguém famoso morre, e a imprensa publica os perfis daquele morto, em geral, é de bom tom que seja um pouco mais leve, que se destaque os fatos mais positivos. E tem gente que me criticava com um tom ácido e que foi super generoso", relatou Bonner, destacando a mudança na percepção pública após sua saída do Jornal Nacional.
Impacto na carreira e no jornalismo brasileiro
A transição de William Bonner para o Globo Repórter não apenas marca um novo capítulo em sua trajetória, mas também reflete as evoluções no jornalismo da Globo. Com um formato mais informal e interativo, o programa busca se conectar melhor com o público, enquanto Bonner aproveita para se reinventar profissionalmente.
Seu retorno à ponte aérea simboliza uma reconexão com a rotina de viagens, agora sem os receios do passado, e reforça a importância da adaptação no meio jornalístico. Essa combinação de novidades promete trazer frescor ao Globo Repórter e inspirar discussões sobre o futuro do telejornalismo no Brasil.