Bad Bunny no Super Bowl: show político bate recorde de audiência e irrita Trump
O porto-riquenho Bad Bunny assumiu o palco do show do intervalo do Super Bowl neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, em Santa Clara, Califórnia, consolidando-se como uma das vozes mais políticas da música pop atual. Com uma apresentação repleta de latinidade, o cantor exaltou a América como continente, o que irritou o ex-presidente Donald Trump, mesmo sem citá-lo diretamente.
Audiência recorde e impacto cultural
De acordo com dados preliminares divulgados pela NBC, o show de Bad Bunny foi assistido por cerca de 135 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Esse número ultrapassa o recorde anterior estabelecido por Kendrick Lamar no ano passado, que alcançou 133 milhões de visualizações. Se confirmado pelo balanço consolidado, a apresentação de Bad Bunny entrará para a história como o show de intervalo mais assistido da NBC.
A audiência impressionante não é uma surpresa, considerando que Bad Bunny foi o artista mais ouvido do mundo em 2025 e o primeiro músico a ganhar o prêmio de álbum do ano no Grammy com um trabalho totalmente em espanhol, o disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS.
Apresentação carregada de simbolismo
Durante o show, Bad Bunny chamou Lady Gaga e o conterrâneo Ricky Martin para participar da festa, criando um momento memorável de colaboração artística. Além disso, o cantor levou ao palco diversas bandeiras de países americanos, reforçando sua mensagem de unidade continental.
Em um discurso marcante, Bad Bunny disse "Deus abençoe a América", citando em seguida todos os países que compõem o continente americano. Essa frase, tradicionalmente usada pelos norte-americanos para se referir apenas aos Estados Unidos, foi reinterpretada pelo artista para incluir toda a América Latina, gerando polêmica e discussões.
Reação de Donald Trump e contexto político
Após a apresentação, Donald Trump, que vem intensificando sua perseguição à comunidade latina nos Estados Unidos com o ICE, criticou duramente o show nas redes sociais. O republicano afirmou que a performance de Bad Bunny é "uma afronta à grandeza" dos Estados Unidos e escreveu que o espetáculo era "apenas um tapa na cara do nosso país".
Essa reação destaca o caráter político do show, que transcendeu o entretenimento para se tornar um símbolo de resistência e representatividade latina em um dos maiores eventos esportivos do mundo.
Impacto duradouro e legado
O show de Bad Bunny no Super Bowl não apenas quebrou recordes de audiência, mas também reforçou a importância da música latina no cenário global. A apresentação serviu como um marco cultural, promovendo a diversidade e desafiando narrativas tradicionais sobre identidade nacional.
Com sua mistura de entretenimento e ativismo, Bad Bunny provou que o palco do Super Bowl pode ser um espaço para discussões sociais relevantes, deixando um legado que provavelmente influenciará futuras edições do evento.