Museu Afro Amazônico no Amapá resgata tradições e ancestralidade negra
Museu Afro Amazônico resgata tradições negras no Amapá

O Museu Afro Amazônico Josefa Pereira Lau, localizado em Macapá, é um espaço de referência para a cultura negra no estado do Amapá. O local reúne relíquias que resgatam a ancestralidade da região e mantém viva a memória dos povos que contribuíram para a formação da identidade local. O museu está situado na Avenida Dr. Silas Salgado, no bairro Santa Rita, e funciona de segunda a sábado, das 8h às 13h, além de receber visitas agendadas.

Acervo comunitário e tradições

O museu nasceu de um esforço colaborativo. Grande parte do acervo foi doada por familiares das personalidades homenageadas, reforçando o caráter comunitário do espaço. Entre os destaques estão objetos ligados ao Marabaixo e ao Batuque, tradições que marcam a identidade cultural do Amapá. O acervo inclui peças africanas que reforçam a ligação entre Brasil e África, carregando mensagens de fé, unidade e ancestralidade.

Salas temáticas

O museu abriga a “sala dos orixás”, dedicada à influência das religiões de matriz africana no Amapá. Há também a “sala da devoção”, que revela traços da religiosidade católica, com imagens de santos e artigos que remetem às ladainhas, tradição que mistura ensinamentos afro e indígenas.

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Homenagem a Zefinha

O nome do museu homenageia Josefa Pereira Lau, a marabaixeira conhecida como “Zefinha”. Ícone da cultura negra no Amapá, ela faleceu em 2019, aos 92 anos, em Mazagão Velho. Entre as aquisições recentes do acervo está a vestimenta usada na encenação entre mouros e cristãos na festa de São Tiago, em Mazagão. O traje simboliza o santo que luta para proteger sua comunidade.

Funcionamento e reconhecimento

O museu é administrado pela Academia de Batuque e Marabaixo. Funciona de segunda a sábado, das 8h às 13h, e recebe visitas de escolas e universidades. Para agendar, os contatos são: (96) 3222-5675 e WhatsApp (96) 99191-6270. Em julho de 2023, o museu foi indicado ao Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que reconhece iniciativas de preservação do patrimônio cultural brasileiro.

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