A atriz Juliana Knust, conhecida por seu trabalho na Globo, manifestou apoio ao curso idealizado por Juliano Cazarré, que tem gerado controvérsia e dividido opiniões no meio artístico. O evento, denominado pelo ator como “o maior encontro de homens do Brasil”, propõe debates sobre paternidade, espiritualidade, saúde e liderança.
Defesa do evento
Em um vídeo, Knust endossou o curso intitulado “O Farol e a Forja” e criticou a reação negativa, argumentando que encontros voltados ao desenvolvimento masculino não deveriam ser vistos como ameaça. “Desde quando falar de paternidade virou um problema? Um homem como Juliano Cazarré, pai de seis filhos, casado, trabalhador, religioso, um cara de bem, cria um encontro para discutir responsabilidade, presença, fé, saúde masculina. E isso é tratado como ameaça? Gente, tem uma coisa muito estranha acontecendo. Prestem bem atenção”, afirmou.
Comparação com encontros femininos
Em seu posicionamento, a atriz destacou que mulheres também se reúnem para debater questões próprias e defendeu que homens tenham espaço para refletir sobre responsabilidade, valores e evolução pessoal. A fala ampliou o debate online, evidenciando a polarização em torno do tema. “Quando nós, mulheres, nos reunimos para falar das nossas dores, da nossa força, dos nossos direitos, isso é necessário. É legítimo, urgente, inegociável. A gente sabe o medo que existe, a gente vive isso na pele, os números estão aí gritando, não dá para fingir que não existe! Mas, justamente por isso, quando homens querem se reunir para serem melhores, por que isso incomoda?”, questionou.
Tipos de homens
Ainda na publicação, Juliana levantou o debate sobre diferentes tipos de homens. “Existe uma diferença enorme entre homens que ferem, abusivos, controladores, machistas, narcisistas, completamente equivocados, e homens que estão tentando evoluir. E ignorar essa diferença não protege ninguém, muito pelo contrário. Porque homem ausente machuca, homem despreparado desestrutura uma família inteira. Então, quando surge um espaço que fala de responsabilidade, de presença, de valores, de consciência, por que a gente não consegue pelo menos ouvir? Por que a gente reage antes de tentar entender? Não é sobre passar pano para problema nenhum, muito pelo contrário, gente. Muito menos sobre fortalecer homens para perpetuar uma violência. É sobre entender que fortalecer homens melhores faz parte da evolução”, completou.



