Identidade de Banksy é revelada: Robin Gunningham, o homem por trás do mito
Banksy revelado: Robin Gunningham é o artista misterioso

O grande mistério da arte contemporânea parece ter sido desvendado

A identidade do grafiteiro Banksy, um dos enigmas mais persistentes do mundo artístico neste século, pode finalmente ter sido solucionada. A agência de notícias britânica Reuters divulgou, na semana passada, uma investigação minuciosa que revela o suposto nome verdadeiro e a história por trás do artista globalmente famoso. Banksy conquistou notoriedade ao pintar paredes de grandes cidades com imagens pop carregadas de comentários sociais e políticos, sempre mantendo seu anonimato.

Robin Gunningham: o homem por trás da máscara

Segundo a reportagem da Reuters, o britânico responsável por icônicas obras como a garota em preto e branco soltando um balão em formato de coração é Robin Gunningham. Ele é descrito como um pintor e artista de rua que construiu uma fortuna de milhões de libras, com obras vendidas em galerias de arte, leilões e diretamente para colecionadores, sem nunca revelar seu rosto ao público. O advogado do artista, Mark Stephens, afirmou que Banksy não se manifestará sobre os detalhes da investigação, nem confirmando nem negando a identidade.

Stephens também pediu à agência que a reportagem não fosse publicada, argumentando que a divulgação violaria a privacidade do artista, interferiria em sua criação artística e o colocaria em situação de perigo. A identidade de Banksy sempre foi um segredo rigorosamente guardado, com pessoas próximas assinando acordos de confidencialidade ou mantendo silêncio por lealdade ou medo de represálias.

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Documentos inéditos fortalecem as evidências

Embora o nome de Gunningham já tivesse sido associado a Banksy em uma reportagem do jornal The Mail on Sunday há quase vinte anos, na época não houve certeza absoluta. A Reuters alega ter obtido provas mais concretas agora, graças à descoberta de documentos nunca antes publicados. Entre eles está uma confissão escrita à mão por Gunningham e assinada por ele, dirigida à polícia de Nova York.

Nesse documento, o artista admite ter vandalizado um outdoor no topo de um prédio em Manhattan, em setembro de 2000. Os arquivos mostram que Banksy foi detido temporariamente na cidade por perturbação da ordem pública, sendo liberado horas depois após a retenção de seu passaporte. Ele recuperou o documento ao pagar uma fiança de aproximadamente US$ 1.800 e completar cinco dias de trabalho comunitário.

Mudança de nome e conexões intrigantes

A investigação também revela que Gunningham mudou legalmente seu nome para David Jones, um dos nomes mais populares entre os britânicos, o que, segundo a reportagem, seria uma estratégia para permanecer invisível em público. Dados analisados pela empresa de inteligência GBG indicam que, em 2017, havia cerca de 6.000 homens com esse nome no Reino Unido, facilitando o anonimato.

Durante anos, circulou o rumor de que Banksy seria o músico Robert del Naja, da banda de trip-hop Massive Attack, também originária de Bristol, terra de Banksy. A Reuters sugere que Gunningham e Del Naja têm uma relação próxima e podem ter sido parceiros em atividades de grafite. Há indícios de que viajaram juntos à Ucrânia em 2022 e possivelmente colaboraram em murais em edifícios destruídos nos arredores de Kiev.

Proteção e liberdade de expressão

Steve Lazarides, empresário do artista entre o final dos anos 1990 e 2008, explicou à Reuters que a identidade secreta de Banksy era uma forma de protegê-lo da polícia, especialmente em Bristol, onde havia uma repressão violenta contra pichações e grafites. Lazarides ajudou o artista a mudar legalmente seu nome para David Jones, visando evitar rastreamentos.

O advogado Mark Stephens acrescentou que Banksy "foi alvo de comportamentos obsessivos, ameaçadores e extremistas" ao longo dos anos. Ele defendeu que trabalhar "anonimamente ou sob um pseudônimo atende a interesses sociais vitais", protegendo a liberdade de expressão e permitindo que criadores abordem questões sensíveis como política, religião ou justiça social sem medo de retaliação, censura ou perseguição.

Esta revelação, se confirmada, marca um capítulo significativo na história da arte contemporânea, desvendando parcialmente o véu que envolve um dos artistas mais influentes e misteriosos de nossa época.

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