Novo processo acusa Michael Jackson de abusos sexuais contra crianças da família Cascio
Novo processo acusa Michael Jackson de abusos contra crianças

Novas acusações de abuso sexual contra Michael Jackson emergem em processo judicial

Dezessete anos após a morte do icônico cantor Michael Jackson, seu espólio enfrenta um novo processo judicial movido por supostas vítimas de pedofilia. Os irmãos Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio, filhos de um amigo próximo do astro, estão processando os responsáveis pela herança de Jackson, alegando terem sido sexualmente abusados por mais de uma década.

Detalhes chocantes do processo divulgado pelo Los Angeles Times

Segundo documentos divulgados pelo prestigiado jornal Los Angeles Times, os abusos teriam começado quando as crianças tinham aproximadamente sete anos de idade. O processo menciona não apenas violações sexuais, mas também o uso de drogas e práticas de grooming, que é o aliciamento sexual de menores. Devido à estreita amizade entre Michael Jackson e Dominic Cascio, patriarca da família, as crianças estavam constantemente ao redor do astro pop, seja em sua residência ou em viagens, o que facilitaria a aproximação com intenções sexuais.

Edward Cascio, um dos irmãos mais velhos, declarou que os abusos ocorreram em visitas às casas da atriz Elizabeth Taylor e do cantor Elton John, além de durante turnês internacionais e estadias no famoso Rancho Neverland, propriedade de Jackson em Santa Barbara. Para manipular as crianças, Michael teria utilizado códigos secretos como "ir para a Disneylândia" ou "ter uma reunião", criando um ambiente de confusão e controle.

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Mecanismos de aliciamento e acobertamento denunciados

O processo descreve um sistema elaborado de aliciamento que incluía o uso de bebidas alcoólicas, com o vinho sendo chamado de "suco de Jesus" e outras destiladas apelidadas de "suco da Disneylândia". Os irmãos afirmam que todos os abusos eram conhecidos pela equipe do astro e sistematicamente encobertos, levando a um acordo financeiro para comprar seu silêncio.

Esse acordo, segundo os documentos, previa o pagamento de cinco parcelas anuais de aproximadamente US$ 690.000 para cada irmão, em troca de não revelarem os supostos crimes. No novo processo, os Cascio solicitam uma indenização por todos os abusos sofridos e a anulação completa do acordo anteriormente firmado com o espólio de Michael Jackson.

Contestação da defesa e histórico de defesa da família Cascio

O advogado Marty Singer, representante da família Jackson e do espólio, alega que as declarações são contraditórias e questionáveis. Ele destaca que a família Cascio foi uma defensora ferrenha da inocência de Jackson durante as primeiras acusações de abuso de menores nos anos 1990, levantando dúvidas sobre a credibilidade das novas alegações.

Este caso reacende o debate sobre as controvérsias que cercaram a vida pessoal de Michael Jackson, mesmo após sua morte em 2009. As alegações detalhadas no processo pintam um quadro sombrio de suposta manipulação e violência contra crianças, enquanto a defesa insiste na inconsistência das acusações face ao histórico de apoio da família Cascio ao astro.

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