Comissão do Senado vota projeto que proíbe coleiras de choque em animais domésticos
Senado vota proibição de coleiras de choque em animais

Comissão do Senado pauta projeto que proíbe coleiras de choque em animais domésticos

Na próxima quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, a Comissão de Direitos Humanos do Senado está agendada para votar um projeto de lei que visa proibir a fabricação, importação e comercialização de coleiras que emitam choque elétrico ou causem danos físicos e psicológicos em animais domésticos. A proposta, de autoria do senador Marcelo Castro (MDB-PI), já recebeu parecer favorável do relator, senador Marcos Pontes (PL-SP), e estabelece medidas rigorosas para coibir o uso desses equipamentos.

Multas e penalidades para tutores

Caso aprovada, a lei prevê uma multa de R$ 1 mil para cada tutor que utilizar coleiras de choque em seus animais. Em casos de reincidência, o valor da multa pode ser dobrado, chegando a R$ 2 mil, como forma de desincentivar práticas consideradas cruéis. O projeto busca proteger os animais de sofrimentos desnecessários, promovendo um tratamento mais humano e ético.

Riscos associados às coleiras de choque e enforcador

Além das coleiras de choque, o texto também proíbe o uso de coleiras com enforcador, que podem causar uma série de danos graves à saúde dos animais. Entre os riscos destacados estão:

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  • Lesões nos vasos oculares
  • Dano traqueal e esofágico
  • Torções severas no pescoço
  • Desmaio e paralisia transitória das pernas dianteiras
  • Paralisia do nervo laríngeo
  • Ataxia, um distúrbio que afeta o equilíbrio e a coordenação motora das pernas traseiras

No seu relatório, o senador Marcos Pontes enfatizou que "coleiras de choque provocam dor e queimaduras na pele e abalam psicologicamente os animais", reforçando a necessidade de uma legislação que garanta o bem-estar animal.

Contexto e próximos passos

Este projeto de lei surge em um momento de crescente conscientização sobre os direitos dos animais no Brasil, alinhando-se com discussões internacionais sobre práticas de adestramento e cuidado. A votação na Comissão de Direitos Humanos é um passo crucial, e, se aprovada, a proposta seguirá para outras instâncias do Senado antes de se tornar lei. A iniciativa reflete um esforço legislativo para combater maus-tratos e promover a saúde e segurança dos animais de estimação em todo o país.

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