Pitbull ataca cachorro em praça movimentada de Cabo Frio; animal foi recolhido e vítima recebe atendimento
Um pitbull solto e sem focinheira atacou outro cachorro na praça do bairro Portinho, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. As imagens do incidente, que ocorreu em um local com grande circulação de pessoas, incluindo crianças, idosos e moradores que utilizam o espaço para atividades físicas, mostram o momento em que o pitbull avança contra o outro animal, gerando preocupação entre os presentes.
Ausência de tutor e resposta das autoridades
Segundo relatos, não havia nenhum tutor por perto no momento do ataque, o que aumentou a apreensão de quem passava pelo local. A Prefeitura de Cabo Frio foi contatada para esclarecer a situação, e a Superintendência Municipal de Proteção Animal informou que o pitbull foi recolhido preventivamente nesta terça-feira (24) e segue sob custódia do Canil Municipal.
O outro cachorro envolvido na ocorrência foi resgatado por uma protetora animal e levado para atendimento veterinário. Ele passa bem e será disponibilizado para adoção responsável, conforme nota oficial da superintendência.
O que diz a lei estadual sobre animais considerados ferozes
Desde 2005, uma lei estadual estabelece regras específicas para a circulação de cães considerados ferozes, como pitbull, doberman e rottweiler, no estado do Rio de Janeiro. Entre as determinações estão:
- Pitbulls e raças semelhantes são proibidos de circular nas praias, mesmo com coleira e focinheira;
- Em áreas públicas, como praças, parques e calçadas, os cães devem estar obrigatoriamente com focinheira, presos por coleira e conduzidos por uma pessoa maior de idade;
- É proibido deixar esses animais soltos sob qualquer circunstância;
- O descumprimento da lei pode gerar multa de até R$ 22,6 mil e apreensão do animal em caso de reincidência.
Importância da guarda responsável e denúncias
A Superintendência Municipal de Proteção Animal reforçou que situações como essa evidenciam a importância da guarda responsável. É fundamental que os tutores mantenham seus animais sob controle, utilizando coleira e, quando necessário, outros equipamentos de segurança, especialmente no caso de cães de médio e grande porte, destacou a nota.
A ausência desses cuidados pode colocar em risco não apenas outros animais, mas também pessoas. Trata-se de uma situação grave, que poderia ter envolvido uma criança ou um idoso, alertou a superintendência. Por lei, os tutores têm responsabilidade legal e devem garantir a condução segura de seus animais em espaços públicos.
A Justiça orienta que, em caso de descumprimento da chamada lei da focinheira, qualquer pessoa pode registrar uma ocorrência em uma delegacia ou pela internet. Mesmo sem ataque, a denúncia de um animal agressivo é importante para que o tutor seja responsabilizado nas esferas civil ou criminal.



