Itapetininga mobiliza operação para resgatar capivaras feridas com anéis metálicos
Operação em Itapetininga resgata capivaras feridas com anéis

Itapetininga mobiliza equipe para resgate urgente de capivaras feridas

A Marginal dos Cavalos, uma das principais vias de ligação entre bairros de Itapetininga, no interior de São Paulo, é conhecida não apenas pelo intenso fluxo diário de veículos, mas também pela presença constante de capivaras às margens da estrada, entre a área de mata e o ribeirão. "O fundo de casa faz fundo com o rio. Sempre estou vendo elas lá", relata o morador José Bicudo, destacando a familiaridade dos residentes com esses animais.

Anéis metálicos causam ferimentos graves há meses

Duas capivaras do grupo, no entanto, têm chamado atenção especial devido a ferimentos graves. Segundo a prefeitura, os animais foram vítimas de uma tentativa de captura ilegal e, desde agosto do ano passado, estão com anéis metálicos presos ao redor do abdômen. Esses objetos estão provocando lesões sérias nos roedores, mobilizando uma equipe de veterinários e voluntários para uma operação de resgate.

A prefeitura instalou uma estrutura de contenção, conhecida como brete, em um ponto estratégico da Marginal dos Cavalos. O objetivo é possibilitar a captura das capivaras feridas para que, no próprio local, seja feita a retirada dos anéis e iniciado o tratamento necessário. Riad Elneser Londonõ, subsecretário de Defesa Animal do município, explica: "A partir disso fazer o tratamento, acionar os veterinários, para que venham aqui e façam o tratamento aqui mesmo da capivara, a retirada do laço metálico, sedação e medicação, e reintroduzi-los ao meio ambiente aqui no local mesmo".

Estratégia de atração com alimentos e monitoramento constante

Para atrair as capivaras até a estrutura de contenção, foi montado um caminho com alimentos que fazem parte da dieta dos animais, como folhas de bananeira, milho e cana-de-açúcar. O comerciante César Oliveira, que trabalha em frente ao local há oito anos, conta que a presença das capivaras é constante na região. "Vejo sempre. Direto elas estão aí soltas, ficam andando aí. A que está machucada, na quarta-feira, estava perto ali do radar. A gente vê ela machucada. Esses dias estava aqui na frente da oficina", relata.

Como o fechamento do brete é feito manualmente, voluntários passam pelo trecho do ribeirão várias vezes ao dia para monitorar a movimentação das capivaras e agir no momento adequado para a captura. Biólogos e médicos-veterinários orientam que a população evite se aproximar das capivaras, tanto para garantir a segurança das pessoas quanto o bem-estar dos animais. Londonõ detalha: "A recomendação é que não se tenha contato físico com o animal, porém, nós contamos com a ajuda da Polícia Ambiental, que está fazendo ronda e a verificação dos animais, se estão aqui dentro do brete para, se caso estejam, fazer o acionamento manual. Também contamos com a ajuda de alguns voluntários da própria prefeitura, a equipe de veterinários, para fazer esse acionamento, caso preciso".

Esta operação representa um esforço conjunto da administração pública e da comunidade para proteger a fauna local, destacando a importância da conscientização ambiental e do combate à captura ilegal de animais. A situação das capivaras feridas serve como um alerta para os riscos que práticas irregulares podem causar à vida selvagem em áreas urbanas.