Uma surfista e advogada sofreu uma mordida de tubarão-lixa enquanto praticava snorkel na famosa Praia do Porto, no arquipélago de Fernando de Noronha. O incidente, que aconteceu na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, envolveu Tayane Dalazen, que estava acompanhada de amigas e de um guia credenciado durante a atividade.
O momento do ataque na Praia do Porto
Tayane e seu grupo mergulhavam em uma área conhecida pela presença de tubarões, mas que também é frequentada por turistas. Ela relatou que nadava em um trecho de pouca profundidade, com visibilidade do fundo do mar, quando foi surpreendida pelo animal. Em suas palavras, a região é um habitat natural. “Ali é um habitat de animais selvagens. Nós entramos no habitat deles. Não foi um ataque repentino. Foi uma fatalidade”, afirmou a surfista.
O tubarão-lixa mordeu e não soltava sua perna. “Eu sentia ele sacudindo minha perna. Pensei que não podia colocar a mão, porque ele poderia arrancá-la”, contou Tayane. Foi quando o guia que acompanhava o grupo, conhecido como Nego Noronha, percebeu a dificuldade e interveio. Ele conseguiu fazer com que o animal a soltasse após desferir golpes. “O Nego começou a dar murros no tubarão e ele me soltou”, completou o relato.
Resgate e atendimento médico
Após sair da água, Tayane foi socorrida inicialmente por pescadores que estavam na região. Uma das amigas que a acompanhava, que é cirurgiã, prestou os primeiros atendimentos no local. Em seguida, a surfista foi levada de carro até o hospital de Fernando de Noronha.
No hospital, o ferimento foi avaliado como superficial, atingindo apenas o tecido subcutâneo, sem causar lesões em músculos ou tendões. O tratamento consistiu na aplicação de dois pontos na perna, administração de antibióticos e da vacina contra o tétano. Apesar do susto, Tayane afirmou que permaneceria no arquipélago até o fim das férias, com planos de aproveitar o restante da viagem.
Questionamentos sobre a conduta do guia
Em um comunicado posterior publicado em suas redes sociais, Tayane Dalazen forneceu mais detalhes sobre o contexto do mergulho. Ela explicou que a atividade era um “nado com tubarões-lixa”, comum na região, e realizada com um guia credenciado. A advogada enfatizou que, em nenhum momento, tocou, alimentou ou provocou qualquer animal.
Entretanto, seu relato trouxe à tona uma crítica sobre a conduta do profissional que a acompanhava. “Independentemente de ter ocorrido uma mordida ou qualquer outro tipo de acidente, chama atenção a conduta de um guia que, momentos antes, desferiu pancadas em um tubarão com uma câmera. São fatos que merecem ser apurados e devidamente esclarecidos”, escreveu Tayane. Ela também mencionou que, no momento do incidente com ela, não havia comida nem sangue na água, mas que o mesmo tubarão já havia mordiscado o calção de banho de outra pessoa do grupo anteriormente.
O momento do resgate foi registrado em vídeo e circulou nas redes sociais, gerando grande repercussão. As imagens, consideradas não explícitas mas sensíveis, mostram parte da situação crítica vivida pela turista.