Tamanduaí, o menor tamanduá do mundo, é resgatado em obra no Acre
Menor tamanduá do mundo resgatado em obra no Acre

Resgate inusitado: menor tamanduá do mundo encontrado em obra no Acre

Um exemplar do Tamanduaí (Cyclopes didactylus), reconhecido como a menor espécie de tamanduá do mundo, foi resgatado pelo 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros durante uma obra na Avenida Dias Martins, em Rio Branco, capital do Acre. O incidente ocorreu na última sexta-feira (6), quando trabalhadores e moradores da região, próximos à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), avistaram o animal silvestre e acionaram as equipes de salvamento.

Captura rara de uma espécie exótica e arborícola

Conforme relatou o soldado João Victor Moraes, do Corpo de Bombeiros, a captura foi considerada inusitada devido à natureza do animal. "Uma espécie de tamanho bem comum na nossa região, porém difícil de ser avistado, porque é um animal arborícola, é um animal que tem hábitos noturnos e é considerado o menor tamanduá do mundo", explicou Moraes. Ele detalhou ainda que o resgate aconteceu em uma obra de uma academia particular, onde o Tamanduaí foi avistado por transeuntes e funcionários locais.

Destino do animal: encaminhamento para cuidados especializados

Após o resgate, o Tamanduaí foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Rio Branco. Lá, o animal passará por catalogação e receberá os cuidados necessários para ser reinserido em seu habitat natural. Moraes destacou os desafios enfrentados pela espécie: "Infelizmente, é um animal que enfrenta as consequências do nosso desmatamento, porque como nós, seres humanos, estamos invadindo seu espaço natural, ele acaba por procurar alimento em regiões próximas às casas dos populares".

Características únicas do Tamanduaí

O título de menor tamanduá do mundo se deve às suas dimensões impressionantemente reduzidas. Esta espécie pode pesar entre 250g e 400g e medir aproximadamente 30 a 40 cm de comprimento. Encontrado principalmente na Amazônia e na América Central, o Tamanduaí possui hábitos estritamente arborícolas e noturnos. Sua dieta é baseada em formigas, e ele utiliza sua cauda preênsil para viver e se locomover nas copas das árvores, o que o torna uma visão rara em áreas urbanas.

Este resgate reforça a importância da preservação ambiental e da atuação de órgãos como o Corpo de Bombeiros e o Cetas na proteção da fauna silvestre brasileira, especialmente em regiões onde o avanço urbano colide com os habitats naturais.