O Parque Ecológico Mourão, localizado na cidade de Leme, no interior de São Paulo, encontra-se temporariamente fechado após o falecimento do hipopótamo Juninho, um morador icônico de 50 anos que habitava o local. O animal, que pesava impressionantes 1,5 toneladas, foi enterrado nesta quarta-feira (4), um dia após sua morte na terça-feira (3), decorrente de complicações de saúde naturais.
Procedimentos pós-morte e fechamento do parque
A prefeitura de Leme determinou o fechamento do parque para permitir a realização da necrópsia e do enterro de Juninho, com uma equipe de pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP), campus de Pirassununga, conduzindo o exame post-mortem. Devido ao porte massivo do animal, foi necessário utilizar uma retroescavadeira e um guindaste para movimentar o corpo durante os procedimentos.
O enterro ocorreu dentro do próprio Parque Ecológico, logo após a conclusão da necrópsia, seguindo todos os protocolos ecológicos necessários para evitar contaminação ambiental. Inicialmente, havia a intenção de sepultar Juninho no recinto onde vivia, mas essa ideia foi descartada porque a lagoa é alimentada por uma nascente, o que poderia resultar em poluição hídrica.
Saúde e história de Juninho
Juninho era considerado um animal idoso para sua espécie, cuja expectativa de vida geralmente varia entre 40 e 50 anos. Ele chegou ao parque com apenas três anos de idade, estimando-se que tenha nascido entre 1976 e 1977, tornando-se o morador mais antigo do espaço. Nas últimas semanas, o hipopótamo apresentou um quadro de debilidade, exigindo atenção veterinária intensiva.
O veterinário do parque confirmou que a morte foi por causas naturais, embora houvesse suspeitas anteriores de problemas dentários. Recentemente, Juninho havia começado a reagir positivamente a um tratamento inicial que incluía a administração de 750 comprimidos ao longo de cinco dias, levando à reabertura do parque em 24 de janeiro após três dias de fechamento.
Futuro do parque e homenagens
A prefeitura de Leme anunciou que não haverá substituição de Juninho por outro hipopótamo. Em vez disso, o lago onde ele residia será, no futuro, aberto ao público para atividades de pesca esportiva, como uma forma de reutilizar o espaço. Além disso, a administração municipal está estudando a construção de um memorial em homenagem ao animal, que marcou gerações de visitantes e foi uma das principais atrações do Bosque.
Em uma nota de pesar divulgada nas redes sociais, a prefeitura expressou solidariedade à população e a todos que compartilharam afeto por Juninho, destacando os esforços da Secretaria do Meio Ambiente para reverter seu quadro clínico. "Ele foi medicado e recebeu todos os cuidados necessários, mas infelizmente, animais da sua espécie têm uma expectativa de vida entre 40 e 50 anos. Juninho vinha sofrendo e hoje pôde descansar", afirmou a administração.
Sobre o Parque Ecológico Mourão
Inaugurado no final da década de 1970, o Parque Ecológico Mourão abrange uma área de aproximadamente 16 hectares, oferecendo uma rica diversidade de atrações para lazer e entretenimento. O local conta com:
- Árvores e plantas nativas
- Um lago extenso
- Trilhas para caminhadas
- Um cantinho da leitura
- Playground para crianças
- Uma grande variedade de espécies de aves
O fechamento temporário devido à morte de Juninho impacta a comunidade local, que frequentava o parque para atividades recreativas e educacionais, mas a prefeitura ainda não divulgou uma previsão oficial para a reabertura, focando nos cuidados pós-morte e no planejamento do memorial.
