Castanheiro desaparece há dez dias na Floresta Estadual do Paru, na divisa entre Amapá e Pará
Um castanheiro de 31 anos, morador de Laranjal do Jari, no Amapá, está desaparecido há dez dias na Floresta Estadual do Paru, localizada na divisa entre os estados do Amapá e Pará. As buscas pelo trabalhador, que entrou sozinho na mata no dia 4 de junho e não retornou, envolvem uma força-tarefa composta por bombeiros do Pará, o Grupo Tático Aéreo (GTA) e moradores da região, em uma operação que enfrenta desafios devido à densa vegetação e ao difícil acesso da área.
Operação de busca ampliada em área remota e perigosa
Inicialmente, as buscas foram conduzidas por extrativistas de Laranjal do Jari, que organizaram um cerco na floresta após o desaparecimento. Com a intensificação das operações, o raio de busca foi ampliado para aproximadamente 4 quilômetros a partir do acampamento montado como base. A região é caracterizada por vegetação densa e capins cortantes, fatores que complicam significativamente os esforços de resgate. O GTA está realizando monitoramento aéreo para cobrir áreas mais extensas e deve aumentar a intensidade das buscas nos próximos dias, visando localizar o castanheiro o mais rápido possível.
Importância econômica da coleta de castanha na região
A coleta de castanha é uma das principais atividades econômicas em Laranjal do Jari e áreas próximas do Pará, sustentando muitas famílias locais. Os trabalhadores, como o desaparecido, costumam entrar na floresta para recolher ouriços que caem das árvores, uma prática comum mas que envolve riscos devido ao ambiente isolado e hostil. Este caso destaca os perigos enfrentados por esses profissionais em suas rotinas diárias, especialmente em regiões de difícil acesso como a Floresta Estadual do Paru.
As autoridades continuam mobilizadas, com a esperança de encontrar o castanheiro com vida. A comunidade local permanece em alerta, oferecendo apoio às equipes de resgate e monitorando de perto a situação. A operação serve como um lembrete dos desafios enfrentados por trabalhadores rurais em áreas remotas do Brasil, onde a segurança e o acesso a serviços de emergência podem ser limitados.



