Capivara com fita plástica no tórax é resgatada após longo monitoramento em Piracicaba
Uma capivara que estava com uma fita plástica presa ao tórax desde o dia 29 de janeiro de 2026 foi finalmente capturada na noite desta segunda-feira (2) em Piracicaba, no interior de São Paulo. O animal silvestre foi monitorado por mais de um mês antes que as equipes conseguissem realizar o resgate com segurança.
Operação cuidadosa garante segurança do animal
A captura ocorreu em uma das áreas de monitoramento preparadas pela prefeitura na região do Complexo da Rua do Porto. Equipes da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente - Divisão de Bem-Estar Animal, do Corpo de Bombeiros e voluntários participaram da ação coordenada.
"A captura foi possível após o preparo de uma área para manejo e semanas de monitoramento do animal, na avenida Cruzeiro do Sul", explicou a prefeitura. "A ação programada permitiu que ela fosse capturada sem causar estresse ou colocar em risco sua vida."
Estratégia de contenção e monitoramento constante
Uma área de contenção especial foi montada com uma armadilha projetada para capturar a capivara sem prejudicá-la. Técnicos e profissionais da Divisão de Proteção Animal monitoraram o comportamento do animal por semanas, aguardando o momento mais oportuno para a intervenção.
O veterinário e gerente da Divisão, Maurício Etechebere, detalhou as dificuldades: "O problema maior é que a capivara tem comportamento arredio. Ela já percebe a aproximação das equipes e se esquiva rapidamente, buscando refúgio no rio, localizado a menos de 1,5 metro do ponto onde costuma ser vista."
O local exato da armadilha não foi divulgado para evitar que curiosos afugentassem o animal e prejudicassem o trabalho.
Desafios do manejo de fauna urbana
O manejo dependia de que o animal entrasse voluntariamente no espaço preparado, sem perceber alterações no ambiente. A capivara foi avistada em diferentes ocasiões nas imediações da Avenida Cruzeiro do Sul, mas sua mobilidade natural dificultava a localização constante.
Por se tratar de uma espécie que se desloca em bandos, a capivara mudava frequentemente de localidade, exigindo monitoramento contínuo das equipes.
Segundo caso identificado
Durante o monitoramento, uma segunda capivara com ferimentos foi identificada. No entanto, a avaliação técnica concluiu que as lesões eram resultado de disputas territoriais naturais do bando. A prefeitura decidiu não intervir neste caso para evitar estresse excessivo e desnecessário à fauna silvestre.
A administração municipal reforçou que o descarte irregular de resíduos representa risco constante à fauna local e pediu atenção da população para preservar as margens do rio.
Conclusão do resgate
Após a captura bem-sucedida, a fita plástica foi removida do tórax da capivara e o animal foi imediatamente liberado em seu habitat natural. A operação demonstrou a complexidade e o cuidado necessário no manejo de animais silvestres em áreas urbanas.
A prefeitura de Piracicaba mantém equipes especializadas para lidar com situações similares, sempre priorizando o bem-estar animal e a segurança tanto dos profissionais quanto da fauna local.



