Cadela caramelo 'Charlie' é adotada como mascote oficial do Aeroporto de Guarulhos
Cadela Charlie vira mascote oficial do Aeroporto de Guarulhos

Cadela caramelo se torna mascote oficial do Aeroporto de Guarulhos após resgate emocionante

Em meio ao movimento intenso de passageiros, malas e anúncios de voos, uma nova funcionária conquistou seu espaço no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o mais movimentado da América Latina. Charlie, uma cadela caramelo de temperamento dócil, agora ostenta orgulhosamente o cargo de mascote oficial "GRU AU01" com direito a crachá personalizado e missão especial: trazer aconchego e suporte emocional a todos que circulam pelo terminal.

Resgate cuidadoso e processo de adoção

Cintia Nunes, gerente de comunicação da GRU Airport, revelou ao g1 que a história de Charlie com o aeroporto começou em setembro do ano passado. "Ela já andava passeando por aqui, mas inicialmente não a pegamos porque não sabíamos se interagia bem, se era de algum passageiro ou apenas uma frequentadora, como temos outro cão que mora na comunidade e vem, come e vai embora", explicou Cintia.

Os funcionários realizaram um monitoramento cuidadoso para confirmar que a cadela não tinha tutor. "Um dia que a vimos deitadinha, conversei com o CEO da empresa sobre adotar uma mascote, algo que vinha sendo discutido. Não queríamos uma mascote criada por inteligência artificial. Ele então disse: 'Vamos pegar'. Foi quando acionei a equipe e todos saíram correndo atrás dela no vídeo que viralizou, no dia 4 de setembro do ano passado", relembrou a gerente.

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Preparação meticulosa para o novo cargo

Após o resgate, foi registrado boletim de ocorrência e realizado todo o processo legal de adoção. Charlie passou por castração, vermifugação e iniciou um programa de adestramento em um hotel-fazenda especializado.

"Antes de apresentá-la ao público do aeroporto e aos funcionários administrativos como nossa mascote oficial, resolvemos fazer um adestramento para que ela não corresse o risco de derrubar alguém, já que é grande e adora brincar", detalhou Cintia. "Tivemos todo esse cuidado também para ela não ficar estressada e garantir a segurança dela e de todos que acessam o aeroporto. Passamos por um processo de seis meses até apresentar a Charlie oficialmente."

Atualmente, a cadela visita o aeroporto pelo menos duas vezes por semana. Nos outros dias, permanece no hotel-fazenda, onde recebe cuidados contínuos e treinamento especializado.

Significado do nome e função especial

O nome Charlie carrega um significado especial na aviação. No alfabeto fonético aeronáutico, sistema internacional usado por pilotos e controladores de tráfego aéreo, "Charlie" representa a letra C. A escolha também faz referência ao Portão C, local onde a cadela costumava aparecer e foi encontrada pelos funcionários.

"Charlie estava próxima do portão C, muito usado por quem trabalha aqui no aeroporto. Fizemos uma votação interna com outros dois nomes, mas ficou Charlie, até porque tem esse significado de que é funcionária mesmo daqui", explicou Cintia.

A gerente enfatizou que a função de Charlie é diferente dos cães policiais que atuam no aeroporto. "Nosso intuito nunca foi que a Charlie fosse um 'cão policial' como temos nos canis da Receita e da Polícia Federal. No caso dela, é mais uma questão de receber, trazer aconchego e ser suporte emocional. É mais esse perfil. Quando ela vem, muda completamente o ambiente."

Impacto positivo na experiência dos passageiros

Para Cintia Nunes, a presença de Charlie representa uma melhoria significativa na experiência dos usuários do aeroporto. "No geral, as pessoas adoram. Não só as crianças, mas os adultos também porque ela é muito dada e brincalhona. As pessoas se encantam", afirmou.

"É uma preocupação desta gestão do aeroporto que, além das obras de melhorias que estamos realizando, melhoremos também a experiência do passageiro. Às vezes a pessoa já chega aqui estressada e só relaxa quando está no portão embarcando. Acreditamos que a Charlie pode ajudar nessa recepção", concluiu a gerente, destacando o papel terapêutico que a mascote exerce no movimentado ambiente aeroportuário.

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