Cachorro é resgatado após ficar ilhado em casa durante alagamento em Peruíbe, SP
Um cachorro de aproximadamente dez anos, apelidado de Ruck, foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental após ficar preso no segundo andar de uma casa durante as fortes chuvas que deixaram a cidade de Peruíbe, no litoral de São Paulo, debaixo d'água. As imagens, obtidas nesta quinta-feira (26), mostram uma equipe especializada realizando a operação de salvamento pela varanda da residência.
Operação de resgate em meio à crise hídrica
O animal foi encontrado na terça-feira (24) em uma situação crítica, com a água em nível elevado no primeiro piso do imóvel. Um agente do 3º Pelotão da PM Ambiental entrou na residência, amarrou o cachorro a uma corda e o desceu cuidadosamente pela parte externa da varanda, enquanto um homem não identificado aguardava embaixo para receber o animal. O vídeo do resgate foi publicado nas redes sociais da polícia na quarta-feira (25) e rapidamente viralizou, com internautas elogiando a ação dos policiais.
Entre os comentários mais emocionados dos usuários das redes sociais destacam-se:
- "Um herói!"
- "Tem que levar o melhor amigo!"
- "Eu morro, mas meu cachorro eu não deixo para trás!!!"
O tutor do cachorro não foi localizado até o momento da última atualização desta reportagem, levantando preocupações sobre seu paradeiro durante a emergência climática.
Situação de emergência decretada na cidade
O prefeito Felipe Antônio Colaço Bernardo (PSD) assinou na segunda-feira (23) o decreto nº 6.773/2026, que reconhece os impactos devastadores das chuvas e decreta situação de emergência por 180 dias em Peruíbe. A medida autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, a convocação de voluntários e ações imediatas de resposta, incluindo assistência humanitária à população e reconstrução das áreas mais atingidas.
A cidade foi atingida por um forte temporal entre sábado (21) e segunda-feira (23), quando choveu impressionantes 282 milímetros, representando 46% acima do volume esperado para todo o mês, que seria de 192,7 mm.
Raio-X da crise em Peruíbe
- 472 pessoas afetadas - Precisaram deixar suas casas e foram acolhidas em abrigos temporários da região.
- 70 animais resgatados - Entre eles cães, gatos, cavalos, coelhos e diversas aves.
- Bairros mais atingidos - Caraguava e entorno, Jardim Ribamar, Jardim das Flores e Vila Romar.
- Aulas suspensas - Foram interrompidas na segunda e terça-feira, mas retomadas nesta quarta-feira (25), exceto nas escolas que funcionam como abrigos.
Retomada das atividades educacionais
A Secretaria Municipal de Educação informou que as atividades nas escolas foram retomadas nesta quarta-feira (25), com exceção das unidades que funcionam como abrigos temporários e da escola Carmem Cleuser Fraga Pimentel, que permanece em situação de isolamento. A prefeitura, no entanto, não esclareceu detalhes sobre como os alunos desalojados acompanharão as aulas nem para onde serão direcionados os estudantes das unidades ocupadas pelos desabrigados.
Os principais abrigos e a distribuição dos 472 moradores acolhidos são:
- Escola Maria Amélia – 124 pessoas
- Escola Fernando Nepomuceno – 120 pessoas
- Escola Prof. José Veneza Monteiro – 97 pessoas
- Colônia Agrícola – 31 pessoas
- Desalojados do Jardim das Flores – 100 pessoas
Monitoramento contínuo e campanha de doações
A prefeitura mantém monitoramento contínuo da situação e trabalha intensamente para mitigar os transtornos e perdas causados pelas chuvas torrenciais. A orientação oficial é que pessoas em situação de vulnerabilidade liguem para os números 153 ou 199 para solicitar assistência imediata.
O Fundo Social de Solidariedade está recebendo doações para ajudar as vítimas do temporal. Entre os itens mais urgentes solicitados estão lenços umedecidos, fraldas descartáveis e alimentos ricos em proteína, como carne e frango enlatados. A entidade funciona na Avenida São João, 664, no Centro de Peruíbe, e coordena a distribuição dos donativos às famílias afetadas.
Este resgate emocionante do cachorro Ruck simboliza os esforços de salvamento que continuam na cidade, onde equipes de emergência trabalham incansavelmente para proteger tanto a população humana quanto os animais domésticos e silvestres afetados por uma das maiores crises climáticas recentes na região litorânea paulista.



