Arara-canindé resgatada de cativeiro ilegal em Macapá após denúncia policial
Arara resgatada de cativeiro ilegal em Macapá pela polícia

Uma arara-canindé foi resgatada e apreendida nesta sexta-feira, dia 20, em uma residência localizada no bairro da Fazendinha, na Zona Sul de Macapá, capital do Amapá. O animal silvestre estava mantido em cativeiro ilegal há aproximadamente três meses, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil do estado.

Operação conjunta resulta no resgate do animal

A ação de resgate foi conduzida pela Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente, conhecida como Dema, com o apoio fundamental do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amapá. A operação foi desencadeada após uma denúncia formal registrada em boletim de ocorrência, demonstrando a eficácia da colaboração entre os órgãos de segurança pública na proteção da fauna local.

Responsável identificado e sujeito a processo criminal

O indivíduo responsável por manter a arara em cativeiro foi devidamente identificado pelas autoridades policiais. Ele deverá responder por crime ambiental, enquadrado no artigo 29 da Lei Federal nº 9.605, de 1998, que proíbe expressamente a captura, guarda e manutenção de animais silvestres sem a devida autorização dos órgãos competentes.

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A legislação ambiental brasileira prevê punições severas para quem comete tais infrações, incluindo multas e possíveis penas de detenção, reforçando a importância do cumprimento das normas de proteção à biodiversidade.

Destino da arara e cuidados veterinários

Após o resgate, a arara-canindé foi encaminhada imediatamente ao Bioparque da Amazônia, uma instituição especializada no cuidado e reabilitação de animais silvestres. No local, o animal passará por uma série de exames veterinários minuciosos para avaliar suas condições de saúde e bem-estar após o período de cativeiro.

Essa etapa é crucial para garantir que a ave possa se recuperar adequadamente e, se possível, ser reintegrada ao seu habitat natural no futuro, contribuindo para a preservação da espécie na região amazônica.

Alerta das autoridades sobre crimes ambientais

A Polícia Civil do Amapá reforçou, por meio de comunicado oficial, que a manutenção de animais silvestres em cativeiro constitui crime grave, sujeito às penalidades previstas na legislação ambiental vigente. As autoridades destacam a necessidade de conscientização pública sobre os impactos negativos dessa prática ilegal, que ameaça a sobrevivência de espécies protegidas e desequilibra os ecossistemas locais.

Este caso serve como um alerta importante para a população, incentivando a denúncia de situações similares e promovendo uma cultura de respeito e proteção à fauna brasileira, essencial para a sustentabilidade ambiental do país.

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