Insegurança assombra áreas de lazer em Belém: furtos e vandalismo causam prejuízos
Insegurança em áreas de lazer de Belém preocupa trabalhadores

Insegurança assombra áreas de lazer em Belém: furtos e vandalismo causam prejuízos

A insegurança tem se tornado uma preocupação crescente para comerciantes e frequentadores das áreas de lazer da Nova Doca e da Tamandaré, em Belém. Esses espaços, entregues há poucos meses, já enfrentam uma série de problemas criminosos, incluindo furtos constantes, atos de vandalismo e prejuízos financeiros significativos. Trabalhadores relatam que a situação tem se agravado com o tempo, afetando diretamente a rotina e a viabilidade de negócios locais.

Parque Linear da Doca: cenário de depredação e perdas

No Parque Linear da Doca, os sinais de vandalismo são evidentes. Portas quebradas, banheiros depredados e estruturas inutilizadas fazem parte do cotidiano desses espaços. Segundo relatos, os problemas começaram com pequenos danos, como torneiras quebradas, mas rapidamente evoluíram para situações mais graves. Os principais alvos dos furtos são os quiosques e lanchonetes instalados na área, onde itens como assentos e torneiras são frequentemente roubados.

A vendedora Amanda Lemos compartilha sua experiência frustrante. Ela conta que, inicialmente, precisava recolocar itens básicos com frequência, até que seu local de trabalho foi arrombado. “Agora eles arrombaram e levaram tudo”, relata Amanda, destacando a sensação de vulnerabilidade. Além disso, o furto da fiação elétrica é um problema recorrente, com os quiosques ficando sem energia múltiplas vezes apenas em janeiro, resultando na perda de mercadorias perecíveis. “Já perdi queijo, presunto, tudo foi para o lixo. O prejuízo é muito grande”, afirma ela.

Tamandaré: situação semelhante e medidas desesperadas

Na Tamandaré, o cenário não é diferente. No canteiro central, é possível observar grama revirada e fios cortados, indicando a presença de atividades criminosas. Moradores relatam que até lixeiras foram arrancadas, demonstrando o nível de depredação. O problema, que já havia sido destacado em dezembro, se agravou nos meses seguintes, com guarda-sóis furtados, banheiros depredados e janelas de quiosques quebradas.

Para tentar mitigar os prejuízos, o permissionário Célio Alves tomou medidas extremas, instalando grades e estruturas de ferro em seu ponto de venda. “A gente acaba se sentindo abandonado”, diz Célio, expressando a frustração comum entre os trabalhadores. Essa sensação de desamparo reflete a falta de soluções efetivas para conter a onda de criminalidade nessas áreas.

Resposta das autoridades e desafios contínuos

Em resposta às preocupações, a Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém emitiu uma nota informando que as áreas citadas contam com reforço permanente da Guarda Municipal e são monitoradas por câmeras de videomonitoramento. A secretaria também destacou que, no caso do furto da fiação elétrica na Nova Doca, um suspeito foi preso em flagrante e está à disposição da Justiça.

No entanto, apesar dessas medidas, os relatos de insegurança persistem, sugerindo que os desafios são complexos e exigem ações mais abrangentes. A comunidade local continua a lidar com as consequências do vandalismo e dos furtos, que não apenas causam prejuízos financeiros, mas também afetam a qualidade de vida e a atratividade desses espaços de lazer.

Em resumo, a insegurança nas Novas Doca e Tamandaré em Belém representa um problema sério que requer atenção urgente. Enquanto as autoridades buscam soluções, trabalhadores e frequentadores enfrentam diariamente os impactos da criminalidade, lutando para manter seus negócios e usufruir de áreas destinadas ao lazer e ao convívio social.