
A manhã de quarta-feira (28) amanheceu com um cenário de horror no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Por volta das 6h30, o que deveria ser um dia comum se transformou em pesadelo. Um homem, ainda não identificado, foi executado a sangue frio. Catorze tiros. Sim, você leu certo: catorze projéteis ceifaram sua vida em um ataque brutal e calculista.
Ocorreu na Rua do Turismo, sabe? Um lugar que, ironicamente, deveria ser de alegria, bem em frente a uma casa de festas. Os criminosos agiram com uma frieza que chega a dar arrepios. Chegaram, efetuaram os disparos e simplesmente fugiram, deixando para trás o silêncio e o choque.
— A gente ouviu os tiros, foi um estouro sequencial, muito rápido. Quando chegamos, já era tarde demais, relatou uma testemunha que preferiu não se identificar, o medo ainda estampado no rosto. Quem faz uma coisa dessas em plena luz do dia?
Operação Tapa-Buraco e a Correria Policial
E não para por aí. Na mesma manhã, e na mesma região, a Polícia Militar estava justamente realizando a Operação Tapa-Buraco. Imagina a confusão? Os militares, que já estavam nas ruas, foram acionados para o local do crime quase que instantaneamente. Uma corrida contra o tempo que, infelizmente, não foi suficiente para evitar a tragédia.
Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) trabalharam no local por horas, catando cada evidência. Quatorze cápsulas espalhadas pelo chão, um testemunho mudo da violência que assola a cidade. A vítima, um homem de estatura média, usando shorts e uma camisa clara, não teve chance. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde tentarão, ao menos, dar um nome a essa história.
O Que Resta: Medo e Perguntas Sem Resposta
A principal linha de investigação aponta para o tráfico de drogas. É o velho e doloroso roteiro que se repete. A guerra pelo controle dos pontos de venda não poupa ninguém. Mas, cá entre nós, será que é só isso? A brutalidade do método – 14 tiros – parece carregar uma mensagem. Uma intimidação para outros grupos, talvez.
O caso agora está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Eles correm atrás de imagens de câmeras de segurança e de mais testemunhas. Alguém viu algo. Alguém sempre vê. Mas o medo de falar é um muro tão alto quanto a impunidade.
Enquanto isso, a comunidade do Tarumã fica com aquela sensação angustiante de insegurança. Um lugar que tem seus bares, suas festas, sua vida normal, agora marcado por mais um episódio de violência extrema. Quando é que isso vai acabar? A pergunta paira no ar, pesada, sem resposta.