Policial Militar de MT tem prisão convertida em preventiva após agredir jornalista e atropelar motociclista em Cuiabá
PM tem prisão preventiva mantida por violência em Cuiabá

Aquele dia 27 de agosto em Cuiabá começou como qualquer outro — até que não começou mais. Um policial militar, cujo nome ainda não foi divulgado, decidiu escrever sua própria lei nas ruas da capital mato-grossense. E que lei.

Primeiro veio a agressão contra um jornalista que, diga-se de passagem, apenas cumpria seu ofício. Mas o PM não estava satisfeito. Não, senhores. Ele resolveu que um crime merecia companhia — e partiu para cima de um motociclista desprevenido, literalmente.

O carro da viatura se transformou em arma. O atropelamento foi tão violento que a moto ficou completamente destruída. Um espetáculo de horror que terminou com duas vítimas no hospital e um policial algemado — ironia das ironias.

Os bastidores da decisão judicial

A defesa do PM, é claro, tentou reverter a situação. Alegou que a prisão em flagrante deveria ser convertida em liberdade. O juiz Fernando Augusto de Moraes, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, não comprou a ideia. Nem um pouco.

Na verdade, ele foi categórico: mantendo a prisão preventiva, Moraes destacou o "potencial de perturbação da ordem pública" que o acusado representa. E não é para menos — quem agride e atropela em sequência certamente não está preocupado com a paz social.

Os recursos da defesa? Todos rejeitados. Um a um. A justiça mostrou que, às vezes, funciona.

O que acontece agora?

O policial está detido no sistema prisional de Mato Grosso, aguardando os próximos capítulos desse triste romance policial. A investigação continua a pleno vapor, com o Ministério Público coletando provas e testemunhas.

Enquanto isso, as vítimas se recuperam — física e psicologicamente — do trauma causado por quem deveria protegê-las. Uma daquelas situações que fazem a gente questionar tudo, não é mesmo?

O caso serve como alerta: a farda não é escudo para a barbárie. E a justiça, ainda que lentamente, parece concordar.