Tragédia em Curitiba: PM Morre em Colisão Envolvendo Viatura na Capital Paranaense
PM morre em colisão de viatura com caminhão em Curitiba

A noite de quinta-feira, 28 de agosto, ficou marcada por uma tragédia de partir o coração nas ruas de Curitiba. Por volta das 23h30, o cabo Fábio Ricardo Fernandes da Silva, um policial militar de apenas 31 anos, estava a serviço quando seu veículo oficial, uma Toyota Hilux, se envolveu em uma colisão frontal com um caminhão.

O cenário era a Avenida Victor Ferreira do Amaral, uma via movimentada no bairro Tarumã, que se transformou num palco de horror. Testemunhas relataram um barulho ensurdecedor – aquele tipo de estrondo que cala fundo na alma e anuncia que nada mais será como antes.

Imagens do local mostram a dimensão da força do impacto. A dianteira da viatura ficou completamente destruída, retorcida como papel amassado. O caminhão, um Volvo de grande porte, também sofreu avarias significativas, mas seu motorista, um homem de 56 anos, saiu ileso fisicamente. Psicologicamente? Bem, isso é outra história – carregar o peso de ter participado de uma tragédia assim não é fácil para ninguém.

Corrida Contra o Tempo

O Samu chegou rapidamente, mas algumas batalhas já estão perdidas antes mesmo de começarem. Os paramédicos fizeram de tudo, tentaram reanimá-lo no local, mas as lesões eram gravíssimas. Fábio não resistiu e foi declarado morto ainda no asfalto que patrulhava.

O que exatamente levou à colisão? Essa é a pergunta que todos fazem e que ninguém consegue responder com certeza ainda. A Polícia Militar, abalada com a perda de mais um dos seus, já abriu um inquérito para apurar minuciosamente cada detalhe. Será que foi uma ultrapassagem mal calculada? Alguma condição adversa da pista? Um momento de distração? As investigações vão tentar juntar as peças desse quebra-cabeça triste.

O Homem Por Trás da Farda

Fábio não era apenas um número na corporação. Era um profissional que dedicava sua vida à proteção dos outros. Integrante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), ele conhecia como poucos os riscos e perigos das ruas curitibanas. Ironia cruel do destino, não?

A PM emitiu uma nota de pesar – aquelas comunicados formais que tentam, em vão, conter a dor imensa da perda. "Lamentamos profundamente o ocorrido e prestamos toda assistência à família enlutada", disse um porta-voz, com aquela voz contida que tenta disfarçar a comoção interna.

O corpo de Fábio foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) no Centro Politécnico. Lá, peritos trabalham para documentar oficialmente a causa dessa morte tão abrupta. Enquanto isso, familiares, amigos e colegas tentam digerir o vazio inexplicável que fica quando alguém parte sem aviso.

Acidentes como esse nos lembram de uma verdade dura: a vida pode mudar num piscar de olhos, independente de quem você é ou do que faz. Um instante é tudo que separa o normal do catastrófico. E Curitiba, hoje, acorda um pouco mais triste.