
Não é todo dia que a gente acorda esperando testemunhar uma cena de filme de ação — mas foi exatamente o que aconteceu na tarde de quarta-feira, 27 de agosto, em plena capital mato-grossense. E o pior: o protagonista era justamente quem deveria garantir a segurança da população.
Um policial militar, ainda não identificado oficialmente, teria cometido uma série de atrocidades no trânsito de Cuiabá, segundo relato detalhado de uma jornalista local que preferiu não se identificar com medo de represálias. A coisa começou com uma fechada no carro da profissional — dessas de fazer o coração pular na boca.
Mas não parou aí.
O PM, segundo ela, desceu do veículo oficial aos berros. Ameaças, xingamentos, o pacote completo de quem acha que o uniforme dá carta branca para tudo. A jornalista, é claro, não ficou quieta. Anotou a placa, tentou registrar o ocorrido… e foi quando a situação degringolou de vez.
O momento do impacto
O policial, em um acesso de fúria que beira o inacreditável, teria batido de propósito no carro da vítima antes de sair em fuga. Só que no caminho — e isso é de cair o queixo — atropelou um motociclista que nada tinha a ver com a história. Sim, você leu certo.
O homem da moto foi arrastado por metros. Testemunhas disseram que a cena foi "dantesca". O PM não parou para prestar socorro. Seguiu como se nada tivesse acontecido, deixando para trás um rastro de pânico e indignação.
"É inacreditável que isso ainda aconteça"; comentou um morador que preferiu não se identificar. "A gente paga impostos para isso?";
A coragem de denunciar
A jornalista, abalada mas firme, registrou um boletim de ocorrência na Central de Polícia Justiceira — porque, ironia das ironias, onde mais ela poderia ir? Ela detalhou tudo: a agressão verbal, a perseguição, a batida intencional e, claro, o atropelamento covarde.
Ela exige justiça. E não só para ela — mas para o motociclista, que ficou ferido e assustado, e para todos nós que estamos cansados de ver abusos sendo varridos para debaixo do tapete.
A Polícia Militar, por sua vez, soltou uma nota dizendo que "apura o caso com rigor". Tomara. Porque casos assim não podem — e não devem — cair no esquecimento.
Enquanto isso, a pergunta que não quer calar: quantos outros episódios como esse acontecem e não chegam ao conhecimento da imprensa? Quantas vítimas silenciosas existem por aí?
Uma coisa é certa: sem denúncia, não há mudança. E dessa vez, graças à coragem de uma profissional da comunicação, a história veio à tona.