Perseguição Policial em Campinas Termina em Colisão Violenta: Dois Agentes Feridos em Confronto com Carro Furtado
Perseguição em Campinas deixa dois policiais feridos após colisão

Não era uma manhã qualquer em Campinas. Longe disso. Por volta das 10h30 desta sexta-feira (30), o que começou como uma rotina de patrulha se transformou num daqueles episódios de tirar o fôlego — do tipo que você só vê nos filmes, mas que a vida real teima em reproduzir com uma intensidade brutal.

Tudo começou no Jardim Florence, região noroeste da cidade, quando os militares — esses heróis de carne e osso que a gente muitas vezes esquece que existem — cruzaram com um Chevrolet Onix prata que não parecia nada bem-intencionado. Algo cheirava mal, e não era o lixo da rua.

E então a ficha caiu: o tal veículo constava como furtado. Sim, mais um carro que não deveria estar ali, nas mãos de quem não deveria dirigí-lo.

Quando a Cidade Vira Pista de Corrida

Os policiais — vamos chamá-los de coragem personificada — deram a partida e acionaram as luzes. Sinal para o perigo começar. Em vez de parar, o motorista do Onix decidiu que faria sua própria versão de Velozes e Furiosos pelas ruas de Campinas.

E que perseguição! O cara não media consequências. Buraco acima, buraco abaixo, o negócio era não ser pego. Os PMs seguiam firme, porque é assim que se faz: não dá para deixar bandido achar que a cidade é terra sem lei.

Mas aí… ah, aí veio o momento que ninguém esperava.

O Baque Que Parou Tudo

Na Avenida John Boyd Dunlop, uma das principais vias da região — ironicamente nomeada em homenagem ao inventor dos pneus —, o destino pregou uma peça cruel. O Onix, em sua fuga desesperada, simplesmente… parou. Não de propósito, claro. Algo deu errado.

E os policiais, que vinham logo atrás, não tiveram nem chance de desviar. O choque foi inevitável. Aquele som de metal contra metal que corta a alma e silencia até o trânsito mais barulhento.

Dois servidores públicos, dois homens que acordaram cedo para servir e proteger, agora estavam presos nas ferragens. Machucados. Assustados. Humanos.

E Os Bandidos?

Sumiram. Como fantasmas. Abandonaram o carro — que já não era deles mesmo — e fugiram a pé. Deve ter dado um trabalho danado para os outros policiais que chegaram depois, mas a prioridade era outra: salvar seus colegas.

Os feridos foram levados correndo para o Hospital Mario Gatti. Felizmente, nada de gravidade extrema. Machucados, sim, mas vivos. E com histórias para contar — ainda que nenhum deles provavelmente queira reviver essa.

Enquanto isso, a perícia técnica fazia seu trabalho meticuloso no local. Procurando pistas, digitais, qualquer coisa que leve aos responsáveis. Porque no final das contas, a cidade não pode se acostumar com a sensação de que o crime compensa.

Campinas hoje respira aliviada por não ter perdido dois dos seus. Mas fica o alerta: a rotina dos que nos protegem é tudo, menos rotineira. E cada dia pode ser uma página em branco que se preenche com o risco que ninguém deveria precisar correr.