
As câmeras de segurança da cidade de Picos, no sul do Piauí, capturaram cenas que beiram o inacreditável — e que agora são a peça-chave de uma investigação criminal que está deixando todo mundo de cabelo em pé. Literalmente segundos antes de um crime que tirou duas vidas, as lentes registraram o autor, um guarda civil municipal, seguindo suas vítimas com uma determinação que dá arrepios.
O que era pra ser uma noite como qualquer outra terminou em tragédia. Por volta das 22h de quinta-feira (28), o agente Francisco das Chagas Silva, de 47 anos, decidiu que não aceitaria o fim do relacionamento com a ex-companheira, a professora Maria de Jesus Carvalho, de 45. E pior: não toleraria vê-la seguindo a vida com outra pessoa — no caso, o vereador Gerson Fialho, de 51.
O tal vídeo, que correu solto nas redes sociais antes de ser recolhido pela polícia, é de cortar o coração. Mostra o guarda, uniformizado e dirigindo uma viatura oficial da Guarda Civil, seguindo o carro do casal com uma precisão quase militar. Ele não disfarça, não hesita. Parece saber exatamente onde eles estão indo.
O momento exato do flagra
E não deu outra. Minutos depois de serem vistos pelas câmeras, o casal foi interceptado pelo guarda — que, pasmem, usou a arma funcional para cometer o crime. Dois tiros contra Maria, dois contra Gerson. Ninguém sobreviveu. E ele, depois de fazer o que fez, ainda tentou fugir, mas foi preso pouco depois, escondido na casa de um parente.
O delegado responsável pelo caso, Raimundo Nonato, não tem dúvidas: foi crime passional, dos brabos. "Tudo indica que o motivo foi ciúmes da ex-companheira, que já tinha um novo relacionamento", disse, com aquela voz cansada de quem já viu tudo nessa vida. A arma do crime? A mesma que ele usava para "proteger" a população.
Repercussão e revolta
A notícia se espalhou que nem rastro de pólvora e a revolta na cidade de 80 mil habitantes é geral. Como é que um homem treinado para manter a ordem usa seu treinamento, seu uniforme e sua arma para satisfazer uma raiva doentia? A prefeitura de Picos já se manifestou, afastou o agente (óbvio) e prometeu colaborar com a investigação — mas a pergunta que não quer calar é: até que ponto dá pra confiar em quem deveria nos proteger?
Francisco agora está atrás das grades, respondendo por duplo homicídio. A Justiça piauiense já deu cadeira cativa pra ele, decretando a prisão preventiva. Enquanto isso, duas famílias choram suas perdas e uma cidade inteira tenta entender como tudo foi acontecer.
E a gente fica aqui pensando: quantas Marias e quantos Gersons estão por aí, sendo seguidos por olhos ciumentos que deveriam ser profissionais? É de dar medo, não é não?