
Um daqueles casos que te fazem perder a fé na humanidade — e que mostra como o amor, quando doentio, vira uma arma letal. A Justiça de Santa Catarina não teve dúvidas: 35 anos de prisão em regime inicialmente fechado para uma mulher que matou a própria namorada a facadas, num crime que chocou a região.
Tudo aconteceu em 2022, mas só agora a sentença saiu — e cara, que sentença. A defesa tentou alegar emoção violenta, aquela velha história de "perdeu a cabeça", mas o tribunal não comprou a ideia. Pra eles, foi homicídio qualificado mesmo, com a agravante de feminicídio. Ou seja: crime contra a mulher por questão de gênero.
O que levou a tanto?
Segundo as investigações — e aqui a gente precisa respirar fundo —, tudo começou com uma discussão. A vítima, que não teve o nome divulgado, queria terminar. A autora, não aceitou. Ciúmes, posse, aquela mistura perigosa que muita gente subestima até virar tragédia.
E não foi rápido, nem "limpo". Foram múltiplas facadas. A cena era tão brutal que até os peritos que tão acostumados a ver coisa feia ficaram impressionados. A gente se pergunta: como alguém consegue fazer isso com quem dizia amar?
Pena máxima? Quase.
Os 35 anos são uma daquelas condenações que ecoam. Mostram que a Justiça — ainda que devagar — está levando a violência doméstica entre casais LGBTQIA+ a sério. Por muito tempo, esses casos eram invisibilizados. Não mais.
A defesa já anunciou que vai recorrer. Diz que a pena é "excessiva" e que houve "provocação da vítima". Sinceramente? Difícil de engolir. Nenhuma provocação justifica múltiplas facadas.
O caso agora segue para instâncias superiores, mas uma coisa é certa: a mensagem foi dada. Crimes passionais não serão tolerados — independentemente de orientação sexual ou gênero.
E que fique o alerta: relacionamento abusivo é relacionamento abusivo, seja entre quem for. E terminar, muitas vezes, é a parte mais perigosa.