
Ela achava que conhecia o homem que frequentava sua casa, compartilhava refeições com a família e até demonstrava certa cordialidade. Engano cruel. A realidade que se revelou é de pesadelo: sua própria filha, mantida em cativeiro e submetida a sessões brutais de tortura por nada menos que dez dias intermináveis.
— A gente nunca imaginou… Ele sempre foi tão tranquilo perto de nós — desabafa a mãe, com voz embargada pela comoção. — Mas era tudo fachada. Uma encenação perfeita para nos enganar.
O caso, que está deixando São José do Rio Preto em estado de choque, aconteceu na Vila Ercília. A vítima, uma jovem de 27 anos, foi resgatada em estado lastimável — desidratada, com marcas de agressões por todo o corpo e profundamente traumatizada pela experiência horrível que viveu.
O pesadelo que ninguém viu chegar
Segundo relatos, o suspeito (cujo nome ainda não foi divulgado) mantinha um relacionamento com a vítima. O que parecia ser mais uma história comum de amor se transformou, sem aviso, em um episódio de terror digno de filme.
— Ele sempre foi quieto, nunca demonstrou qualquer sinal de agressividade — insiste a mãe, ainda perplexa com a dualidade do indivíduo. — Como alguém pode ser tão dissimulado?
Os investigadores trabalham com a hipótese de que o crime foi meticulosamente planejado. O algoz alugou uma casa especificamente para cometer os atos de violência, isolando a vítima do mundo exterior e de qualquer possível ajuda.
O resgate e as consequências
Graças a uma denúncia anônima — daquelas que chegam no momento exato —, a Polícia Militar conseguiu localizar a residência onde a jovem estava aprisionada. O que encontraram lá dentro foi chocante: além das evidentes marcas de violência física, a vítima apresentava sinais graves de desidratação e estresse extremo.
Ela foi levada imediatamente ao hospital, onde recebeu os primeiros cuidados. Seu estado ainda preocupa os médicos, mas sua família mantém uma centelha de esperança — afinal, ela sobreviveu ao inferno.
O suspeito, preso em flagrante, agora aguarda julgamento enquanto a justiça tenta desvendar os reais motivos por trás de tanta crueldade. Seria ciúme? Vingança? Ou simplesmente maldade pura?
Um alerta para a sociedade
Este caso vai além do crime individual: serve como alerta contundente sobre a natureza insidiosa da violência doméstica. Perigos muitas vezes escondem-se atrás de sorrisos amáveis e comportamentos aparentemente normais.
— A gente nunca sabe realmente quem está ao nosso lado — reflete a mãe, com uma mistura de tristeza e indignação. — Mas ninguém merece passar por isso. Ninguém.
Enquanto a vítima se recupera física e emocionalmente, a família pede privacidade e justiça. E São José do Rio Preto permanece atônita, tentando entender como monstros podem se passar por pessoas comuns.