
Foi um daqueles dias que começa tranquilo e termina em puro caos. No Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes, em Limeira, a rotina foi violentamente interrompida por uma cena de horror que deixou todos em estado de choque.
Por volta das 14h30 desta quarta-feira (28), um paciente de 41 anos — que aguardava atendimento — simplesmente explodiu. Sem motivo aparente, ele partiu para cima de uma técnica de enfermagem de 32 anos, desferindo golpes brutais. A cena foi de uma agressividade chocante, daquelas que a gente nunca espera testemunhar num local que deveria ser de cuidado.
O que se seguiu foi um verdadeiro quebra-pau. Funcionários tentaram apartar a briga, segurar o agressor, proteger a colega... Uma confusão generalizada que paralisou o setor. A PM foi acionada urgentemente — e quando os militares chegaram, o sujeito ainda estava alteradíssimo, resistindo à prisão.
E a vítima?
A pobre mulher saiu bastante machucada. Teve que ser atendida ali mesmo, no hospital onde trabalha — que ironia dolorosa, não? Ela sofreu escoriações pelo corpo e um trauma na região do peito. Felizmente, não foi necessário interná-la, mas o trauma psicológico... bem, esse vai durar muito mais.
O agressor foi levado para a delegacia, é claro. Ele vai responder por lesão corporal — e talvez por outros artigos do código penal, dependendo de como a investigação evolui. A Polícia Civil já abriu inquérito para apurar todos os detalhes dessa treta absurda.
Esse caso me faz pensar: até onde vai a paciência das pessoas? O que leva alguém a atacar justamente quem está ali para ajudar? Os profissionais de saúde já estão sobrecarregados, lidando com vidas, com dor... e ainda têm que enfrentar esse tipo de violência?
O hospital emitiu uma nota repudiando o acontecido e afirmando que está prestando todo suporte à funcionária agredida. Mas a pergunta que fica é: será que isso é suficiente? Quando é que a sociedade vai acordar para o respeito que esses profissionais merecem?