Tragédia em Teresina: Guarda Municipal é Suspeito de Assassinar Vereador e Ex-Mulher, Comandante da Guarda Civil
Guarda municipal suspeito de duplo homicídio em Teresina

A noite de terça-feira, 26, em Teresina, foi marcada por uma cena digna de roteiro de cinema policial – do tipo que ninguém gostaria de ver na vida real. Por volta das 20h, no Conjunto Buenos Aires, na Zona Leste da capital, a rotina pacata foi quebrada por gritos e, em seguida, pelo silêncio pesado que só a violência deixa.

No centro da tragédia, três vidas entrelaçadas por laços profissionais e, outrora, amorosos. De um lado, o vereador de Parnaíba, Francisco das Chagas Ribeiro, conhecido como Chaguinha. Do outro, a major da Guarda Civil Municipal (GCM) de Parnaíba, Cinthia Nayara Mota Santos. E no meio, suspeito de ter puxado o gatilho dessa história sombria, um agente da Guarda Municipal de Teresina – que, pasmem, era ex-marido de Cinthia.

Segundo as primeiras pinceladas do que a polícia conseguiu apurar, o suspeito, cujo nome ainda não foi divulgado oficialmente, invadiu a residência de Chaguinha. A motivação? Tudo indica um caldeirão de ciúmes e questões passionais, um daqueles casos onde a linha entre a razão e a emoção simplesmente se dissolve. Lá dentro, ele teria efetuado vários disparos contra a ex-esposa e o vereador. A frieza dos detalhes é de cortar o fôlego.

Uma Cena que Paralisou até os Mais Experientes

Quando os agentes da Delegacia de Homicídios chegaram, encontraram um cenário de horror. Dois corpos sem vida, e o suposto autor do crime… ainda no local. Mas não estava armado. Na verdade, ele foi encontrado com um corte profundo no pescoço – uma tentativa de suicídio que, imagino, fala volumes sobre o turbilhão mental que o assolava naquele momento.

Ele foi rapidamente socorrido e levado para um hospital da região. Enquanto luta pela vida, a justiça já se articula. A Polícia Civil confirmou que, assim que ele for liberado pelos médicos, será preso em flagrante. Não há muita dúvida sobre a autoria, convenhamos. Estar no local da crime, ferido, e com a arma do crime supostamente apreendida? Soa como uma confissão silenciosa.

Quem Eram as Vítimas?

Chaguinha, o vereador, era uma figura conhecida na política de Parnaíba. Um daquutos caras que provavelmente tinha planos, projetos, talvez uma reeleição pela frente. Tudo interrompido de forma brutal e abrupta.

Cinthia Nayara, a major, não era apenas uma ex-esposa. Era uma autoridade. Comandante da Guarda Civil Municipal de uma cidade importante do Piauí. Mulher fardada, em posição de comando, ceifada de uma maneira que levanta discussões intermináveis sobre violência doméstica e relacionamentos abusivos – mesmo após o fim.

O caso, obviamente, ecoou com força nas estruturas de poder. A Prefeitura de Parnaíba, através de sua assessoria, emitiu uma nota de pesar. Confirmou o falecimento da major Cinthia e do vereador Chaguinha, destacando o “profundo pesar” e a “solidariedão à família e amigos”. Um texto padrão, é claro, mas que não esconde o choque de uma perda tão absurda.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, também se manifestou. No X (antigo Twitter), classificou o caso como “lamentável” e pediu celeridade nas investigações. Algo que, dada a natureza explícita do crime, não deve ser muito complicado.

Enquanto isso, na Câmara Municipal de Parnaíba, o clima é de luto e incredulidade. Uma sessão solene foi convocada para homenagear o colega falecido. Um gesto bonito, mas que soa como um pequeno consolo perto da dimensão da tragédia.

O que leva um homem – um agente da lei, treinado para proteger – a cometer um ato tão extremo? Ciúmes? Raiva? Uma incapacidade de lidar com o fim de um relacionamento? São perguntas que talvez nunca tenham uma resposta satisfatória. O que fica é o alerta: a violência, especialmente a passional, é uma serpente que não escolhe vítimas por profissão ou cargo. Ela ataca onde o coração já está ferido.