
Imagine chegar no trabalho esperando um dia normal de serviço e se deparar com o caos completo. Foi exatamente isso que aconteceu nesta quarta-feira (28) no CRAS Centro, em Passos, Minas Gerais. Um homem, até então não identificado, simplesmente invadiu a unidade e transformou o local em um cenário de pesadelo.
Segundo relatos que circulam entre os moradores — e que beiram o inacreditável — o sujeito chegou gritando, completamente fora de si. Não satisfeito com a destruição moral, partiu para a física: cadeiras, mesas, computadores... tudo virou alvo de sua fúria inexplicável. Um verdadeiro ataque de fúria que deixou todos em pânico.
Mas o pior, sem dúvida nenhuma, foram as ameaças diretas contra as funcionárias. Mulheres que estavam lá apenas para cumprir seu dever, servindo a comunidade, se viram encurraladas e temendo por suas vidas. Algo simplesmente inadmissível.
Decisão drástica: portas fechadas
Diante do cenário aterrorizante, a prefeitura local não viu outra saída. A ordem foi clara e imediata: fechar as portas do CRAS. Imediatamente. A medida, ainda que necessária, acaba punindo justamente quem mais precisa — a população que depende dos serviços de assistência social oferecidos no local.
Um verdadeiro tiro no pé, mas compreensível do ponto de vista da segurança. Como mandar suas funcionárias voltarem a um local onde foram ameaçadas de morte? Impossível.
E agora, José?
A pergunta que fica é: o que leva uma pessoa a cometer um ato tão insano? Seria um surto psicótico? Problemas mentais não tratados? Ou simplesmente a violência que já se infiltrou em cada aspecto da nossa sociedade? Difícil dizer, mas o caso está nas mãos da polícia.
A Polícia Militar foi acionada na hora, mas o homem conseguiu fugir antes da chegada deles. Agora, corre um inquérito para tentar identificá-lo e responsabilizáço pelos estragos e pelo terror causado.
Enquanto isso, a prefeitura se vê obrigada a remanejar o atendimento. Quem precisa do CRAS vai ter que se dirigir a outras unidades, o que significa mais dificuldade, mais gasto com transporte, mais tempo perdido. Tudo por causa da ação irracional de um único indivíduo.
Uma tristeza sem tamanho. E um alerta: até quando os servidores públicos, especialmente aqueles na linha de frente do social, vão trabalhar sem a devida proteção?