Casal é preso por morte violenta de bebê de 1 ano e 8 meses em Belo Horizonte
Um bebê de um ano e oito meses chegou morto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, em Belo Horizonte, na noite da última terça-feira (7), desencadeando uma investigação policial que resultou na prisão do casal responsável pela criança. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o menino apresentava sinais evidentes de violência, incluindo hematomas generalizados, sangramentos no nariz e na fralda, um olho roxo e desnutrição.
Como o bebê chegou à unidade de saúde
O padrasto da criança, de 32 anos, foi quem levou o bebê à UPA Oeste. No entanto, conforme registrado no boletim de ocorrência, a equipe médica constatou que o menino já estava sem vida há aproximadamente uma hora quando chegou ao local. A temperatura corporal e os sinais de agressão imediatamente levantaram suspeitas, levando a um alerta às autoridades policiais.
A versão inicial do padrasto e a prisão do casal
Inicialmente, o padrasto alegou à Polícia Militar que o bebê teria se engasgado ao ficar sozinho em casa. Ele relatou que saiu para visitar sua companheira, que estava em trabalho de parto em um hospital, e ao retornar após cerca de três horas, encontrou o enteado desacordado. No dia seguinte, quarta-feira (8), tanto o padrasto quanto a mãe do menino, de 26 anos, foram presos enquanto faziam o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML).
Conclusões da investigação policial
Nesta quinta-feira (9), a Polícia Civil divulgou que informações preliminares do IML apontaram lesões incompatíveis com qualquer tipo de acidente. O delegado Matheus Moraes Marques, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que as lesões eram de curto, médio e longo prazo, indicando agressões constantes. "Friso que essas lesões eram de curto, médio e longo prazo. Diante de todos os elementos, nós entendemos que o padrasto a espancou, praticou diversos golpes, fazendo com que ela viesse a sofrer uma hemorragia interna e, em razão disso, foi a óbito", declarou o delegado.
Depoimento da mãe e situação do irmão mais velho
Testemunhas informaram que a mãe havia saído para dar à luz e deixou os dois filhos com o padrasto. A criança mais velha, de quatro anos, foi encontrada em situação precária e encaminhada ao Conselho Tutelar. O delegado revelou que a mãe inicialmente apresentou uma versão falsa dos fatos, depois tentou culpar apenas o padrasto, mas tinha ciência das agressões sofridas pelos filhos. "Foi observado que a vítima e seu irmão mais velho eram constantemente agredidos e sofriam maus-tratos tanto pelo padrasto quanto pela própria genitora", completou Matheus Moraes Marques.
Crimes investigados e destino do casal
O padrasto foi preso por homicídio qualificado, enquanto a mãe do bebê deve responder por maus-tratos com resultado morte. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a mulher aguarda uma decisão judicial para poder ficar com o filho recém-nascido durante o período de custódia. Caso autorizada, ela seria transferida para o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, unidade prisional específica para esse perfil de detenta.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que busca esclarecer todos os detalhes dessa tragédia que chocou a capital mineira.



