Adolescente autista sofre agressão brutal em escola de Castanhal e passa por cirurgia
Adolescente autista agredido em escola de Castanhal passa por cirurgia

Adolescente autista sofre agressão brutal em escola municipal de Castanhal

Um adolescente de 13 anos diagnosticado com espectro autista foi vítima de uma agressão violenta dentro da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Emília Gimenez, localizada em Castanhal, na região metropolitana de Belém. O episódio ocorreu no dia 27 de março e resultou em ferimentos tão graves que o jovem precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência para a remoção de um dos testículos.

Família denuncia omissão da direção escolar

De acordo com informações da Polícia Civil, o estudante foi encontrado seminu e com múltiplos hematomas na cabeça e em diversas partes do corpo, dentro do banheiro da instituição de ensino. A família do menino relata que só tomou conhecimento das agressões quando a mãe foi buscar a criança na escola, criticando duramente a postura da direção por não ter encaminhado o garoto imediatamente para uma unidade de saúde após o ocorrido.

A avó do adolescente, Lorença de Fátima, expressou a indignação e a dor da família, revelando que esta não foi a primeira vez que o neto sofreu agressões no ambiente escolar. "Essa é a segunda vez que aconteceu. Na primeira vez foi quase igual, mas foi com outros meninos. Queremos responsabilizar município, pai, mãe, quem for. Só Deus sabe o que eu com a minha filha passamos e estamos passando", afirmou emocionada.

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Investigações em andamento

A Secretaria de Educação de Castanhal já abriu uma sindicância administrativa para apurar todos os detalhes do caso. A secretária de Educação, Cosma Nascimento, garantiu que todas as partes envolvidas serão ouvidas e que os responsáveis serão devidamente punidos, conforme a legislação vigente.

Paralelamente, a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) de Castanhal também iniciou uma investigação criminal para identificar os agressores e apurar possíveis responsabilidades pela falha na proteção da criança dentro do ambiente escolar. As autoridades buscam esclarecer se houve negligência por parte da instituição ou de funcionários.

Estado de saúde e repercussões

O estado de saúde do adolescente é descrito como estável após a intervenção cirúrgica, mas a família enfrenta o trauma psicológico e as consequências físicas da violência sofrida. O caso reacende o debate sobre a inclusão e a proteção de estudantes com necessidades especiais nas escolas públicas, levantando questões sobre a eficácia das políticas de combate ao bullying e à violência no ambiente educacional.

A comunidade local e entidades de defesa dos direitos das pessoas com autismo têm acompanhado o caso com preocupação, exigindo medidas concretas para prevenir novos episódios de violência e garantir a segurança de todos os alunos.

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