A Justiça do Ceará condenou o cozinheiro Expedito Rosendo da Silva a uma pena de 41 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de sua companheira, caracterizado como feminicídio. O crime ocorreu em setembro de 2024, na cidade de Lavras da Mangabeira, no interior cearense.
Detalhes do crime brutal
Conforme a denúncia do Ministério Público, Expedito assassinou Patrícia Domingos da Silva, de 48 anos, com golpes de faca. O motivo do ataque, segundo as investigações, foi a insatisfação do acusado com a suposta demora da vítima para voltar para casa, no Bairro Cruzeiro.
O episódio de violência não parou no feminicídio. Durante a ação, o cozinheiro também feriu um adolescente de 17 anos, amigo do casal, que estava presente no local. Imediatamente após cometer os crimes, Expedito tentou tirar a própria vida utilizando a mesma arma branca.
Julgamento e qualificadoras do crime
O julgamento aconteceu na última segunda-feira, dia 12 de agosto. O réu foi considerado culpado pelo crime de feminicídio, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Além disso, ele também foi condenado por tentativa de homicídio contra o adolescente, com as qualificadoras de motivo fútil e de assegurar vantagem na execução do crime principal contra Patrícia.
Réu permanece preso
Em nota, o Ministério Público informou que Expedito Rosendo da Silva segue preso preventivamente. O direito de responder ao processo em liberdade foi negado pelo juízo responsável pelo caso.
Os dois feridos, o adolescente agredido e o próprio autor do crime após a tentativa de suicídio, foram socorridos e sobreviveram. A sentença, que soma décadas de reclusão, reflete a gravidade do delito considerado hediondo.