
Um caso que deixa qualquer um de cabelo em pé está sendo investigado pela Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente (DCCCA) do Recife. Uma criança de apenas três anos - sim, três anos - teria sido violentada sexualmente por um vizinho de 24 anos. O abuso, segundo relatos da mãe, aconteceu no último domingo (25), no bairro da Imbiribeira, Zona Sul da cidade.
A coisa toda veio à tona quando a família notou algo errado com o menino. A mãe, em depoimento à polícia, contou que percebeu mudanças no comportamento do filho e marcas físicas no corpo da criança. Foi aí que o desespero bateu à porta.
O suspeito não é nenhum desconhecido - morava bem pertinho, num sobrado ao lado da casa da família. A polícia já identificou o homem e apreendeu celulares para perícia. Acredita-se que ele possa ter registrado o crime, uma possibilidade que deixa tudo ainda mais macabro.
Como tudo aconteceu
Segundo a mãe, no domingo à tarde, o menino estava brincando na varanda quando o vizinho o chamou. Ele teria levado a criança para dentro de casa e cometido o crime. Depois, ainda ofereceu doces ao pequeno - como se isso pudesse apagar o que tinha feito.
Quando a família descobriu, foi correria. Primeiro, levaram a criança ao Hospital Barão de Lucena, onde exames confirmaram a violência sexual. O laudo médico não deixa margem para dúvidas: abuso sexual com violência.
Agora, o menino recebe acompanhamento psicológico. Imagina o estrago numa cabecinha tão pequena? Três anos deviam ser só sobre brincar, descobrir o mundo, não sobre violência e trauma.
O que a polícia está fazendo
O delegado Bruno Baptista, que comanda as investigações, confirmou que o suspeito já foi identificado e que os celulares apreendidos podem ser cruciais para o caso. "Estamos analisando todo material coletado e colhendo depoimentos", disse o delegado, com aquela seriedade que casos assim exigem.
O tal vizinho ainda não foi preso, mas já deve estar sentindo o cheiro de que a coisa ficou feia. A polícia trabalha com a hipótese de que não foi a primeira vez - e isso é de gelar a espinha.
O caso tá repercutindo forte na comunidade. Vizinhos estão chocados, como era de se esperar. Alguém capaz de fazer isso com uma criança, ainda mais tão pequena... é difícil até de processar.
Enquanto isso, a família tenta reconstruir os pedaços - uma tarefa quase impossível. A criança segue com acompanhamento, mas alguns danos a gente sabe que são para sempre.
O Recife mais uma vez se vê diante de um daqueles casos que fazem a gente questionar tudo. Até quando? Até quando crianças vão ser vítimas da crueldade adulta? Perguntas que, infelizmente, ainda esperam por respostas.