
Era pra ser mais um dia qualquer na Rua Antônio Azevedo, no bairro Santa Mônica, mas o que se seguiu foi anything menos comum. Um drama familiar que terminou em sangue e luto. Edson Carlos Silva, de 41 anos, decidiu que chega era chega. O sobrinho dele, um garoto de apenas 16 anos, estava se metendo com a galera errada – e ele não ia ficar de braços cruzados.
O que aconteceu depois é aquele tipo de coisa que a gente lê e torce pra não ser verdade. Na tarde de terça-feira (26), Edson foi até o ponto de drogas. A intenção era nobre: tirar o adolescente dali, longe daquela vida. Mas a realidade do crime organizado é brutal, impiedosa. A discussão escalou rápido, muito rápido. E não foi uma discussão qualquer.
Dois homens, ainda não identificados pela polícia, simplesmente sacaram das armas e atiraram. Edson não teve chance. Ele foi atingido com vários disparos, ali mesmo, na frente de todos. A cena foi de puro horror. Os assassinos fugiram, é claro, deixando para trás o caos e uma família despedaçada.
O Corpo de Bombeiros chegou rápido, mas adiantou pouco. O socorro foi inútil. Edson já estava morto quando chegaram. O que restou foi o silêncio pesado e a pergunta que não quer calar: até quando?
O Adolescente e a Rota de Fuga
E o sobrinho? O garoto que era o motivo de toda a intervenção? Ele viu tudo. Testemunhou o tio sendo executado por tentar salvá-lo. Imagina a carga psicológica disso? O choque? Segundo as primeiras informações, ele não se feriu fisicamente. Mas feriu a alma, com certeza. Ele fugiu do local antes mesmo da polícia chegar e, até o momento, ninguém sabe onde ele está. O medo deve ser paralisante.
A Polícia Civil já abriu inquérito para investigar o caso. Eles tratam o homicídio como execução – um acerto de contas direto e cruel. Estão atrás de pistas, de imagens de câmeras, de qualquer coisa que leve até os dois homens que cometeram o crime. Mas nas quebradas, o silêncio often fala mais alto que qualquer prova.
É um daqueles casos que choca pela frieza. Um homem tentando fazer a coisa certa, sendo eliminado como se não valesse nada. A violência do tráfico não poupa ninguém: nem quem quer sair, nem quem tenta ajudar. Vila Velha chora mais uma vida perdida para uma guerra que parece não ter fim.