
Imagina a cena: desespero puro, coração na boca, e os pés movendo-se quase que por instinto de sobrevivência. Foi exatamente isso que aconteceu numa tarde aparentemente comum em Corinto, Minas Gerais, quando uma mulher transformou-se na protagonista de seu próprio pesadelo — e, felizmente, da sua própria salvação.
Lá estava ela, presa dentro do carro com um sujeito que, pasmem, tentava sequestrá-la. O medo, aquele frio na espinha que paralisa qualquer um, não foi suficiente para impedi-la de agir. E então… um clarão de esperança: uma viatura da Polícia Militar, estacionada ali, quase como um milagre urbano.
Não deu outra. Num ato de coragem que mais parece roteiro de cinema, a mulher simplesmente abriu a porta do carro em movimento — sim, em movimento! — e saiu correndo como se a vida dela dependesse daquilo (e dependia, de fato).
— Me ajuda! Me ajuda! — gritava ela, enquanto se aproximava da viatura com os braços já abertos, quase se jogando sobre o capô.
Os policiais, que estavam no local por acaso (ou destino?), reagiram na hora. Um deles saiu imediatamente do carro, já puxando a arma, enquanto o outro mantinha a situação sob controle. O sequestrador, é claro, tentou fugir — mas não deu tempo. Foi detido ali mesmo, sem chance de reagir.
E pensar que tudo foi registrado por câmeras de segurança… Que sorte a nossa, não? Porque às vezes a realidade é mais impressionante — e mais assustadora — que qualquer ficção.
O que teria passado pela cabeça daquela mulher? Será que ela já tinha um plano, ou foi puro impulso? A gente nunca sabe como vai reagir até estar no olho do furacão, não é mesmo?
E ainda bem que, desta vez, a história terminou bem. Graças à sua coragem — e, vamos combinar, a uma bela dose de sorte com a presença da polícia —, ela saiu ilesa. O sequestrador, agora, vai responder pelo crime. E a gente fica aqui pensando: quantas vezes por dia histórias assim quase acontecem, mas não são registradas?
Fica o alerta, o recado, aquele calafrio. E também um certo alívio, porque nem sempre as notícias são ruins. Às vezes, a esperança aparece de repente — estacionada logo ali, na esquina.