
Um caso que vai te deixar sem palavras — e com o estômago embrulhado. A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu nesta quarta-feira (28) uma mulher de 36 anos, acusada de cometer crimes que beiram o inacreditável. A própria mãe das vítimas. Sim, você leu certo.
Ela é investigada por explorar sexualmente as duas filhas adolescentes — além de outras crianças e adolescentes — em cinco estados diferentes. Uma rede de crueldade que se espalhava por Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e, claro, o Espírito Santo.
Como a investigação começou
Tudo veio à tona — pasme — a partir de uma denúncia anônima. Alguém, em algum lugar, resolveu não se calar. E graças a essa coragem, a Divisão de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do ES iniciou as apurações em março deste ano. O que eles descobriram não era apenas um crime, mas um esquema organizado.
A mãe, cujo nome não foi divulgado para preservar as identidades das vítimas, aliciava as próprias filhas e as oferecia em aplicativos de mensagem. Combinava encontros, negociava valores… Uma frieza que chega a doer.
As vítimas e o modus operandi
Além das duas filhas, outras quatro adolescentes foram identificadas como vítimas. Todas entre 13 e 17 anos. Todas com suas infâncias roubadas.
Ela as recrutava com promessas — ganhos fáceis, vida melhor, um jeito rápido de ter dinheiro. Mas o que ela realmente oferecia era um pesadelo. Os encontros sexuais eram marcados em hotéis, motéis e até mesmo em residências, com preços que variavam absurdamente.
Os clientes? Homens de várias idades, que agora também são alvo de investigação. A polícia não divulgou quantos eram, mas afirmou que o grupo era «expressivo».
A prisão e a repercussão
A mulher foi presa em Cariacica, na Grande Vitória. Ela vai responder por corrupção de menores, favorecimento à prostituição e associação criminosa. Se condenada, pode pegar até 15 anos de cadeia. Mas será que isso é suficiente?
O delegado Titiano Comério, da DPCA, não escondeu a gravidade do caso. Disse que se trata de uma «modalidade repugnante de crime» e que a investigação continua — porque, convenhamos, uma teia dessa magnitude não se desfaz com uma prisão só.
As meninas foram resgatadas e estão sob os cuidados do Conselho Tutelar. Recebendo apoio, tentando reconstruir pedaços de uma vida que lhes foi negada. Mas algumas marcas, sabemos bem, não saem tão fácil.
E aí? Até onde vai a capacidade humana de crueldade? Esse caso é mais um daqueles que faz a gente perder um pouco a fé — mas também lembra da importância de denunciar. Sempre.