Sumiço de irmãos no Maranhão completa 9 dias; operação com 500 agentes busca crianças
Irmãos desaparecidos no MA: buscas completam 9 dias sem pistas

A busca pelos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, completa nove dias nesta segunda-feira (12) sem que nenhum indício concreto sobre o paradeiro deles tenha sido encontrado. As crianças desapareceram no último domingo (4) após saírem para brincar na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, no interior do Maranhão.

Operação de Busca em Grande Escala

Mais de 500 agentes de segurança e voluntários estão mobilizados nas buscas, que concentram esforços em áreas de mata do município de Bacabal, a cerca de 240 km da capital São Luís. A Secretaria de Segurança Pública do estado coordena a ação, que conta com um aparato robusto e multidisciplinar.

A área original de busca, de 15 km², foi expandida nos últimos dias. A região é de vegetação vasta, com predominância de palmeiras, campos abertos de pasto, açudes e riachos, o que aumenta a complexidade das operações.

Primo Encontrado e Pistas Descartadas

As crianças desapareceram na companhia do primo, Anderson Kauan Barbosa Reis, de 8 anos. Na tarde de quarta-feira (7), Anderson foi encontrado por carroceiros em uma trilha na mata, a aproximadamente 4 quilômetros do local do desaparecimento. Ele estava debilitado e com machucados.

O menino foi levado ao Hospital Geral de Bacabal, onde permanece internado e recebe acompanhamento médico, psicológico e social, conforme afirmou o governador Carlos Brandão. Ele é a principal testemunha, mas seu estado ainda não permitiu um relato completo às autoridades.

Peças de roupa encontradas no domingo (11), que inicialmente suspeitava-se serem das crianças, foram descartadas pela polícia, que confirmou que não pertenciam aos irmãos.

Recursos e Recompensa

A operação utiliza tecnologia de ponta e diversos recursos humanos. Aeronaves sobrevoam a região para observação, enquanto equipes terrestres fazem varreduras com o apoio de cães farejadores. Também são usados drones convencionais e térmicos, estes últimos capazes de identificar fontes de calor durante as buscas noturnas.

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), ofereceu uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas que levem ao encontro das crianças. Duas bases de apoio foram montadas para sustentar os voluntários e agentes: uma na comunidade de origem, São Sebastião dos Pretos, e outra na comunidade Santa Rosa, próxima ao local onde Kauan foi resgatado.

Além das polícias Civil e Militar, participam das buscas o Cosar (Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural da PM), o CTA (Centro Tático Aéreo), o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a prefeitura. Desde sábado, a operação também conta com militares do 24º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército.

Enquanto as buscas físicas continuam, a Polícia Civil está a cargo da investigação para apurar as circunstâncias do desaparecimento. A comunidade local e voluntários seguem na esperança de um desfecho positivo para o caso que comove o estado do Maranhão.