
Um caso que vai além da simples fatalidade – é o que está sendo investigado em Santa Luzia, na Grande BH. Um senhor de 73 anos, internado numa tal clínica de reabilitação, chegou à UPA local em estado lastimável: pele e osso, desidratado, sem forças. E não sobreviveu.
Pois é. A coisa toda começou no último dia 25, domingo, quando os bombeiros foram acionados para transportar o idoso da clínica para a Unidade de Pronto Atendimento. O que encontraram, segundo fontes próximas ao caso, era assustador. Desnutrição severa. Desidratação crítica. O quadro era, pra ser direto, de abandono.
Família Desconfia e Polícia Entra em Cena
A família, claro, ficou desesperada. E desconfiada. Como um local que se propõe a cuidar de pessoas deixa um paciente chegar àquele estado? A Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações de Crimes contra a Pessoa Idosa (DICCPI), abriu um inquérito para tentar entender essa sucessão de falhas – se é que foram apenas falhas.
O laudo preliminar do IML não deixa muita margem para dúvidas: causa mortis ligada à desidratação e desnutrição. Coisas básicas, elementares, que não deveriam faltar a ninguém, muito menos a alguém sob cuidados profissionais.
O Silêncio que Grita
Até agora, a tal clínica de reabilitação não se manifestou publicamente. Nada. Um silêncio ensurdecedor que só aumenta o clima de mistério e, vamos combinar, a revolta de quem acompanha o caso.
A Secretaria Municipal de Saúde de Santa Luzia confirmou o óbito na UPA, mas jogou a responsabilidade para a vigilância sanitária, que deve fazer uma vistoria no local. Enquanto isso, a pergunta que fica no ar, ecoando: quantos outros estão em situação similar?
É um daqueles tristes episódios que faz a gente questionar a eficácia dos mecanismos de fiscalização. Um idoso, vulnerável, sob os cuidados de uma instituição que deveria zelar por sua vida, e que acaba virando mais uma estatística trágica. A investigação continua, e a esperança é que a verdade – por mais dura que seja – venha à tona.