
As câmeras capturaram o instante tenso - aquele silêncio pesado que precede o clicar das fechaduras. Hytalo Santos, 22 anos, adentrava o Complexo Penitenciário de João Pessoa nesta quarta-feira (28), e digo, não foi nada bonito de se ver.
O rapaz, envolvido até o pescoço na acusação de acabar com a vida de Maria da Penha - um daqueles casos que te fazem perder a fé na humanidade -, chegou de cara fechada e escolta forte. Acho que ele finalmente entendeu a encrenca que se meteu.
Os detalhes que poucos viram
Parecia cena de filme, mas era a pura realidade. Dois carros da polícia, blindados de precaução, e ele no meio, com aquelas roupas simples que contrastavam com a gravidade do momento. O vídeo, que circula feito rastilho de pólvora nas redes, mostra cada passo até o portão principal.
E olha, não foi rápido não. Demorou uns bons 15 minutos desde a chegada até sumir lá dentro - tempo suficiente pra quem estava por perto sentir o peso da situação.
O crime que abalou a comunidade
Maria da Penha, só 24 anos, tinha a vida pela frente. Mas encontrou o fim nas mãos de quem, supostamente, deveria protegê-la. O feminicídio aconteceu no último domingo (25), e desde então a comoção só fez crescer.
Vizinhos contam que ouviram discussão, depois silêncio. Um silêncio errado, daqueles que gritam. Quando a polícia chegou, era tarde demais.
Hytalo, que namorava a vítima, não resistiu à prisão e confessou tudo. Disse que foi «num momento de fúria» - como se isso justificasse algo.
E agora, o que esperar?
Com a chegada ao presídio, começa outra etapa. A defensoria já deve estar se mexendo, mas a verdade é que as provas são contundentes. A promotoria fala em feminicídio qualificado, que pode render até 30 anos atrás das grades.
Enquanto isso, a família de Maria se despede com o coração em pedaços. E a gente fica aqui pensando: quando é que essa violência toda vai acabar?
O caso segue sob investigação, mas uma coisa é certa - a justiça, ainda que devagar, está seguindo seu curso.