
O clima na delegacia era tenso, pesado. O tipo de silêncio que gruda na pele e dói nos ouvidos. E no centro dessa tempestade emocional, o suspeito - acusado de se passar por corretor imobiliário e possivelmente envolvido no sumiço brutal de um casal de idosos - simplesmente… calou.
Nada. Zero. Um muro de concreto.
Durante todo o depoimento à polícia paraibana, ele exercitou aquele direito que tanto irrita quem busca justiça: o direito de ficar quieto. Nem uma palavra, nem meia palavra sequer.
O que sabemos até agora?
Os detalhes são escassos, mas suficientes para deixar qualquer um com um nó na garganta. Um casal de idosos, desaparecido desde o último domingo (24 de agosto), vítimas de um golpe tão antigo quanto cruel: o famoso "falso corretor".
O sujeito - cuja identidade a polícia mantém sob sigilo - marcou de encontrar com as vítimas para mostrar um imóvel. Só que esse encontro, ao invés de ser sobre negócios, teria sido sobre coisas muito mais sombrias.
- O casal saiu de casa e nunca mais voltou
- O carro deles foi encontrado abandonado
- Nenhum sinal de vida desde então
As investigações correram a mil por hora. A Polícia Civil agarrou-se a todas as pistas possíveis até chegar ao suspeito. Só que agora… esbarrou no silêncio.
E enquanto isso?
Enquanto o sujeito se cala, uma família inteira espera. Espera por respostas, por um milagre, por qualquer sinal que acabe com essa agonia que já dura dias. É angustiante, desumano.
Os investigadores não param. Eles seguem vasculhando cada detalhe, cada fio de cabelo, cada imagem de câmera de segurança que possa dar uma pista - qualquer pista - sobre onde esse casal pode estar.
O caso aconteceu em João Pessoa, mas o eco dessa tragédia ressoa por todo o estado. Porque no fundo, todo mundo se pergunta: poderia ter sido comigo? Com meus pais? Com meus avós?
E a pergunta que não quer calar: o que esse silêncio do suspeito esconde? Medo de incriminar-se? Culpa? Ou simplesmente a calculada frieza de quem planejou tudo nos mínimos detalhes?
Enquanto não houver respostas, só nos resta esperar. E torcer para que a verdade - por mais dura que seja - venha à tona logo.