
Uma dessas notícias que a gente lê e fica pensando: até quando? Um homem de 39 anos, cujo nome a gente nem quer repetir aqui, foi preso preventivamente por um crime que revirou o estômago de todo o estado. Ele é acusado de estuprar e matar uma menina inocente de apenas 6 anos em Coxim, no Mato Grosso do Sul.
Mas sabe o que é mais aterrador? Isso não foi um fato isolado. Não, não mesmo. A polícia descobriu que esse indivíduo já tinha um histórico — uma ficha que envergonha a humanidade — por abusar de outras crianças na mesma região. Duas outras vítimas, gente. Duas.
O caso da pequena veio à tona no último domingo (24), mas a investigação já corria desde o dia 18 de agosto. Imagina a angústia da família? A delegada Titina Medeiros, que comanda a DEACA (Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente), não mediu palavras: ele já era investigado por crimes sexuais contra outras duas crianças. Os abusos teriam acontecido entre 2022 e 2023.
O que a investigação revelou
Os peritos não tiveram dúvidas. Laudos cadavéricos e exames toxicológicos confirmaram a causa da morte: homicídio por asfixia mecânica. E mais, encontraram vestígios de que a criança foi violentada sexualmente. Um cenário de horror puro.
O delegado geral da Polícia Civil, Walter Carlos Franceschini, foi enfático. Disse que as provas são robustas e que o sujeito vai responder por feminicídio — crime hediondo, sem direito a fiança ou progressão de pena. A defesa, claro, tentou alegar que ele tinha problemas psiquiátricos. Mas a Justiça não comprou. O juiz Marcelo de Lima e Silva, da 1ª Vara Criminal de Coxim, decretou a prisão preventiva sem hesitar.
Um passado que assombra
Aqui é que a coisa fica ainda mais sinistra. As outras duas vítimas — uma menina e um menino — já haviam sofrido nas mãos dele. Os casos eram conhecidos, estavam sendo apurados, e mesmo assim… a tragédia aconteceu. Isso levanta questões sérias, não levanta? O sistema falhou? A sociedade falhou? Como alguém com esse perfil permaneceu solto?
O homem foi localizado e preso na terça-feira (26) pela Polícia Militar. Agora, está atrás das grades, onde deveria ter estado muito antes.
É um daqueles casos que não dá para ignorar. Que exige reflexão, ação, e acima de tudo, justiça. Para a menina de 6 anos. Para as outras crianças. E para todas que merecem crescer em segurança.