
Imagine estar num estádio lotado, a torcida vibra uníssona, mas você se sente ameaçada. O que fazer? Em Santa Catarina, a resposta agora cabe na palma da mão - literalmente.
Os estádios catarinenses acabam de implementar uma medida que, diga-se de passagem, é tão simples quanto genial: botões de pânico espalhados por todo o recinto esportivo. A ideia? Proteger mulheres que sofrem assédio durante os jogos.
Como Funciona na Prática
Pressionar o botão aciona imediatamente um alerta silencioso para a segurança do estádio. A localização exata da vítima é identificada através de geolocalização - tecnologia que, convenhamos, deveria ser padrão em todos os lugares públicos.
E o melhor: a equipe de segurança recebe todas as informações necessárias para agir rápido, sem alarde desnecessário. Discretamente, eficientemente.
Um Marco Histórico
Santa Catarina se torna assim o primeiro estado brasileiro a adotar oficialmente esse sistema nos estádios. Não é pouco coisa, considerando que o futebol ainda carrega - que me perdoem os puristas - uma certa herança machista enraizada.
O programa "Não É Não", em parceria com o Ministério Público, mostra que talvez estejamos finalmente virando essa chave. E não poderia ser mais urgente: só neste ano, já foram registradas dezenas de casos de assédio nos estádios catarinenses.
Além do Botão
Mas a iniciativa não para por aí. A medida vem acompanhada de campanhas educativas nos estádios e treinamento especializado para toda a equipe de segurança. Porque tecnologia, sozinha, não resolve tudo - precisa vir acompanhada de mudança cultural.
Os torcedores também receberão informações sobre o canal de denúncia 180, porque proteção, quando é eficiente, funciona em rede.
Parece óbvio? Talvez. Mas quantas vezes não deixamos o óbvio de lado? Desta vez, Santa Catarina acertou em cheio. E torcemos para que outros estados sigam o exemplo - preferencialmente antes do próximo clássico.