
Imagine confiar o cuidado de um ente querido a profissionais e descobrir, meses depois, que a realidade era um pesadelo. Pois é. Foi exatamente isso que aconteceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde duas cuidadoras foram flagradas em um esquema que beira o inacreditável.
Elas não apenas desviaram a quantia colossal de quase dois milhões de reais de um senhor de 87 anos, fragilizado e sob sua guarda, mas também o submetiam a condições degradantes de vida. Um verdadeiro baque para qualquer um.
A Descoberta Aterrorizante
Tudo veio à tona no último dia 19 de agosto, mas a história, com certeza, vem de longa data. Uma denúncia anônima acionou a polícia, que foi até a casa do idoso no Bairro São Mateus. E o que encontraram lá era de cortar o coração.
O homem – que, pasmem, já foi um empresário bem-sucedido – foi encontrado em estado lastimável. Magríssimo, desidratado, com escaras profundas e vivendo em meio à sujeira. Um cenário de completo abandono. Ele mal conseguia se comunicar, tamanha a debilidade. Imediatamente, foi levado para o Hospital Murialdo.
O Modus Operandi das Suspeitas
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Crimes contra o Idoso, apontam para um plano meticuloso e cruel. As cuidadoras, de 52 e 54 anos, aproveitaram-se da confiança depositada nelas para agir.
Como fizeram? Através de uma artimanha covarde: assessoras de investimento fantasmas. Elas criaram perfis falsos no aplicativo de mensagens para simular conversas sobre aplicações financeiras, enganando a família da vítima. Enquanto isso, transferiam valores diretamente para suas contas pessoais, num total que assusta: R$ 1.991.608,91.
O dinheiro sumia e o idoso definhava. Uma dualidade perversa.
As Consequências e os Próximos Passos
As duas mulheres responderão pelos crimes de estelionato, furto, apropriação indébita e maus-tratos. A pena? Pode chegar a 18 anos de prisão. Agora, o foco da polícia é rastrear o paradeiro do dinheiro desviado. Para onde foi toda essa fortuna? Investimentos, bens, gastos? A que ponto chega a ganância humana?
O idoso, felizmente, segue internado e recebendo os cuidados médicos necessários. Sua recuperação, no entanto, vai muito além da física. É uma ferida que dificilmente cicatriza.
Este caso serve como um alerta sombrio. A violência contra a pessoa idosa, muitas vezes, está escondida atrás de portas fechadas, praticada por aqueles em quem mais se deveria confiar. Fique atento. Exija referências. Visite frequentemente. A maldade, infelizmente, não escolhe profissão.