Cemitério de Santos Dumonte em estado de horror: túmulos violados, caixões à vista e larvas em decomposição
Cemitério em MG com túmulos violados e larvas: horror

Imagine abrir os portões de um lugar que deveria ser de paz e respeito eterno e se deparar com uma cena de pesadelo. Foi exatamente isso que aconteceu com familiares de falecidos no Cemitério Municipal de Santos Dumonte, na Zona da Mata mineira. Uma situação que beira o inacreditável, digna de filme de terror – só que, infelizmente, muito real.

Túmulos completamente depredados, violados como se nada ali fosse sagrado. Caixões funerários expostos às intempéries, madeira apodrecendo à vista de quem passa. E o pior: uma infestação de larvas se espalhando por entre as lápides, num cenário de total abandono e decomposição.

O grito de desespero das famílias

Não é exagero dizer que as famílias estão desesperadas. O sentimento que preda é de revolta misturada com uma profunda tristeza. "É um desrespeito com a gente que está vivo e, principalmente, com quem partiu", desabafa um familiar, com a voz embargada. Como é possível que um lugar tão simbólico seja tratado com tamanho descaso?

As imagens – gravadas no último dia 27 de agosto – falam por si só. São cenas chocantes que mostram a dimensão do problema. Túmulos antigos, daqueles mais simples, totalmente arrombados. Caixões de madeira visíveis, alguns já em avançado estado de deterioração. E em vários pontos, focos de larvas se alimentando da matéria orgânica em decomposição.

O silêncio das autoridades

Até agora, o que se viu foi um silêncio ensurdecedor por parte dos responsáveis pela manutenção do local. As famílias já fizeram denúncias, buscaram ajuda, mas parece que ninguém quer assumir a responsabilidade por tamanha negligência.

É aquela velha história: quando a coisa funciona, todo mundo aparece para tirar foto. Quando dá problema, some geral. E no meio disso tudo, quem sofre são justamente aqueles que já perderam entes queridos e agora veem sua memória sendo violada.

O pior de tudo é que isso não é um problema novo. Há relatos de que a situação vem se arrastando há meses, quiçá anos. Uma falta de manutenção crônica, uma administração que simplesmente deixou o lugar definhar aos poucos.

Além do aspecto visual: os riscos à saúde

Para além do aspecto visualmente chocante – que já seria suficiente para gerar indignação – existe um grave problema de saúde pública em jogo. A presença de larvas e matéria orgânica em decomposição em área aberta pode atrair animais e insetos, além de representar risco de contaminação.

É básico: cemitério mal cuidado vira foco de doença. E não estamos falando de algo secundário – é uma questão que afeta diretamente a comunidade do entorno.

O que era para ser um local de reflexão e homenagem virou um verdadeiro campo minado de perigos e lembranças dolorosas. As famílias não conseguem mais visitar seus entes queridos com a tranquilidade e o respeito que merecem.

Até quando essa situação vai persistir? Quando é que alguém vai assumir a responsabilidade e tomar as providências necessárias? Perguntas que, por enquanto, ficam no ar – assim como o mau cheiro da negligência.