Casal com deficiência espera mais de 2 horas por cadeira de rodas em voo da LATAM: 'Falta de respeito'
Casal espera 2h por cadeira de rodas em voo LATAM

Imagine descer de um voo cansativo, com dores no corpo e dificuldades para caminhar, apenas para descobrir que sua cadeira de rodas simplesmente não está lá. Foi exatamente isso que aconteceu com um casal de idosos — ele com 85 anos, ela com 80 — que desembarcaram de um voo da LATAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na última quarta-feira (28).

Eles esperaram. E esperaram. Mais de duas horas parados na ponta do finger, praticamente esquecidos pela equipe de solo.

"É desumano", desabafa a filha do casal, que preferiu não se identificar. "Meus pais são idosos, têm limitações de mobilidade. A companhia tinha ciência disso desde a compra das passagens. Prometeram assistência total e deram foi um abandono completo."

Dois lados da mesma história

Enquanto os passageiros falam em descaso, a LATAM joga a culpa no… comportamento deles. Sim, você leu certo. Em nota, a empresa alegou — pasmem — que a demora foi decorrente de uma "conduta inadequada dos clientes durante o procedimento de desembarque".

Que conduta? A de exigir um direito básico? A de querer ser tratado com dignidade? A alegação soou tão absurda que até parece piada de mau gosto.

O fato é que a tal cadeira de rodas só apareceu quando o casal já estava exausto, física e emocionalmente. E olhe lá.

O que diz a lei?

Esse tipo de situação não é apenas constrangedora — é ilegal. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) é clara: companhias aéreas são obrigadas a fornecer assistência adequada a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Sem desculpas.

  • Atendimento prioritário no embarque e desembarque
  • Equipamentos adequados disponíveis imediatamente
  • Funcionários treinados para lidar com situações específicas

Nada disso foi cumprido. E a justificativa da LATAM, francamente, beira o surreal.

Será que estamos voltando aos tempos em que pessoas com deficiência eram tratadas como incômodo, e não como passageiros com direitos? O caso desse casal em São Paulo faz parecer que sim. E isso é, no mínimo, assustador.