Empresário Enfrenta Até 35 Anos de Prisão por Atropelamento Fatal de Gari em SP — Veja os Detalhes
Empresário pode pegar 35 anos por matar gari em SP

Não é todo dia que um caso de trânsito choca tanto uma cidade — mas este, convenhamos, é daqueles que deixam a gente sem ar. Na terça-feira, 21, um empresário — cujo nome a gente evita mencionar por now por questões legais — foi formalmente indiciado por homicídio doloso. A vítima? Um trabalhador, um gari, que limpava as ruas de São Paulo enquanto muitos ainda dormiam.

O acontecido se deu na Avenida Professor Celestino Bourroul, na Zona Sul paulistana, num daqueles cruzamentos que parecem normais até algo terrível acontecer. Segundo as investigações, o motorista — dono de uma empresa de comunicação — avançou o sinal vermelho e atingiu o gari Edimilson Pereira de Souza, de 53 anos, com uma força desumana.

E não parou por aí. Após o impacto, em vez de frear, o condutor simplesmente… fugiu. Deixou um homem lutando pela vida no asfalto. Algo que beira a insensatez total.

As Consequências Jurídicas — e o Que Esperar

A Polícia Civil não perdeu tempo. Além do homicídio doloso — que basicamente significa que houve intenção de matar ou assumir o risco de matar —, o empresário também responde por omissão de socorro e ainda por falsidade ideológica. Sim, você leu certo: ele tentou dizer que não era ele quem dirigia. Como se enganar a lei fosse algo simples.

Agora, as penas somadas podem chegar a 35 longos anos atrás das grades. E olha, difícil alguém ter pena. Muito difícil.

E o Que Diz a Defesa?

Bom, pelo lado do empresário, a história tenta ganhar contornos de “acidente”. Alegam que ele não fugiu — só “não percebeu” que havia atingido alguém. Sério mesmo? Um impacto daqueles, e a pessoa não nota? Até parece.

Mas a perícia não mente: imagens de câmeras e testemunhas confirmam a violência do choque e a fuga imediata. Ou seja: a narrativa de “acidente” não cola. Não aqui.

E tem mais: o carro envolvido era um Audi — veículo de luxo, pesado, potente. Dá pra acreditar que um motorista experiente não sentiria uma colisão daquelas? Difícil, né.

Um Retrato do Que Não Deveria Acontecer

Cases como esse escancaram um problema que vai além do trânsito: a desigualdade no asfalto. De um lado, um empresário de carrão. Do outro, um trabalhador que mal ganha para sustentar a família. E a vida, valendo menos para alguns?

Edimilson era pai, era esposo, era colega de trabalho de dezenas de outros garis que todos os dias arriscam a vida nas ruas — e são invisíveis para muita gente. Até que um episódio trágico como este resolve colocar holofote sobre essa realidade.

O caso segue sob investigação, e o Ministério Público já sinalizou que vai pedir a prisão preventiva do acusado. Algo que, convenhamos, não seria surpresa para ninguém.

Enquanto isso, a família de Edimilson chora — e espera por justiça. Justiça que, muitas vezes, demora. Mas que, torcemos, não falte.