
Pois é, meus amigos, a coisa anda séria na capital paulista — e a Câmara Municipal decidiu tomar medidas concretas para enfrentar dois problemas que tiram o sossego de qualquer cidadão: o roubo de motos e aquela bagunça de fios pendurados por aí, que mais parecem teias de aranha gigantes.
Numa votação que aconteceu nesta terça-feira (27), os vereadores aprovaram algo que, convenhamos, era mais do que necessário: um incentivo financeiro para os guardas civis metropolitanos que recuperarem motocicletas roubadas. Imagina só — cada agente que conseguir localizar e apreender uma moto furtada vai receber um bônus de R$ 491. Não é brincadeira!
Multa que dói no bolso
Mas não para por aí. A parte que realmente faz as concessionárias tremerem é o aumento absurdo das multas para quem abandona fios em postes. O valor, que antes era uma mixaria de R$ 5 mil, agora salta para R$ 100 mil! Vinte vezes mais, meus caros. E olha que a multa é aplicada por ponto de abandono — ou seja, se a empresa deixar fios em dez postes diferentes, pode preparar o bolso para desembolsar R$ 1 milhão.
O que muda na prática?
Pra ser sincero, essa medida me parece um daqueles raros casos em que todo mundo sai ganhando. Os motoboys e entregadores, que vivem com medo de ter seu instrumento de trabalho roubado, ganham uma esperança a mais. A Guarda Civil Metropolitana ganha um estímulo extra para fazer um trabalho que já é tão difícil. E a população — bem, a população ganha ruas mais seguras e menos visual poluído por aqueles fios que parecem saídos de um filme de terror.
Ah, e detalhe importante: o projeto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes. Mas, convenhamos, seria muita falta de visão política não aprovar algo que tem tudo para ser popular e eficaz.
E as concessionárias?
Bom, elas que se cuidem. A justificativa para o aumento estratosférico da multa é clara como água: fazer com que as empresas pensem duas — ou mil — vezes antes de deixar aquela confusão de fios por aí. Além do aspecto visual horrível, esses cabos abandonados representam riscos reais à segurança das pessoas e complicam até mesmo a manutenção da rede elétrica.
No fim das contas, São Paulo dá mais um passo — firme, desta vez — na direção certa. Claro que só o tempo dirá se essas medidas vão surtir o efeito desejado, mas é inegável: quando o bolso é afetado, as coisas tendem a andar. E como andam!