
Não é de hoje que o sujeito chega no carro e encontra aquele bilhete underder no parabrisa. Ou pior: o próprio "vigia" não oficial te encarando, esperando uns trocados pelo "serviço" de cuidar do veículo que você nem pediu. Pois é, meus amigos - a prefeitura de Salvador finalmente perdeu a paciência.
Nessa semana, a Transalvador resolveu apertar o cerco de verdade. E quando digo apertar, é no sentido de multa, apreensão e até aquela conversinha incômoda com a lei. A operação tá rolando pesado em pontos críticos da cidade, especialmente naquelas áreas onde o cidadão já chega com o coração na mão só de pensar em estacionar.
Onde a Corda Aperta
Os agentes tão de olho em regiões como o Comércio, Barra, Rio Vermelho e Pituba - lugares onde o problema virou quase uma instituição informal, mas nada benéfica pro bolso do trabalhador. A estratégia? Chegar de surpresa e abordar quem tá cobrando indevidamente, aplicando a lei com rigor.
E olha, não é brincadeira não. As multas podem chegar a quase R$ 3 mil, valor que doi mais que queimadura de sol em praia baiana. Além disso, os agentes podem apreender objetos usados na atividade irregular. Sim, aqueles famosos bilhetinhos impressos? Podem virar história.
O Problema que Ninguém Merece
O pior de tudo é que muita gente paga por medo. Medo de arranhão, medo de furto, medo de retaliação. E esses caras se aproveitam justamente disso - da nossa paranóia automotiva. Mas aqui vai um segredo: na maioria das vezes, eles não oferecem proteção real nenhuma. É puro blefe.
Um morador do Rio Vermelho me contou outro dia: "É um imposto extra que a gente paga sem ter aprovado em lei". E concordo plenamente. Porque convenhamos, ninguém deveria ter que pagar por um serviço não solicitado, ainda mais sob clima de intimidação.
Como se Proteger Dessa Roubada
- Não pague - por mais difícil que seja resistir à pressão
- Denuncie - ligue para a Transalvador ou use o aplicativo
- Estacione em locais vigiados - de preferência com profissionais autorizados
- Registre provas - fotos e vídeos ajudam nas denúncias
A operação tá aí pra mostrar que a cidade tá levando o problema a sério. Mas, entre nós? O verdadeiro teste será ver se essa fiscalização vai continuar depois que a poeira baixar. Porque flanelinha é que nem mato: corta hoje, cresce amanhã.
Enquanto isso, a dica é ficar esperto e não alimentar essa prática. Porque cada real que a gente deixa na mão desses caras, é mais um incentivo pra que continuem. E ninguém merece pagar pelo que é direito de qualquer cidadão: estacionar em paz.