Felipe Monteiro Marques, agente da Polícia Civil do Rio de Janeiro que atuava como copiloto em um helicóptero durante uma operação, faleceu neste domingo (17) aos 46 anos. Ele foi atingido por um tiro de fuzil na testa e estava internado em estado grave após passar por cirurgia para remoção de um hematoma na cabeça. A confirmação do óbito foi feita em seu perfil no Instagram, administrado pela esposa, Keidna Marques.
Nota de despedida
Na mensagem publicada, a família expressou gratidão pela trajetória de Felipe: "Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé". A nota ainda destacou: "Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido. Sua força inspirou, seu exemplo ficará e o seu amor permanecerá em nossos corações para sempre. DESDE SEMPRE EM NOSSOS CORAÇÕES. PARA SEMPRE NA NOSSA MEMÓRIA". A causa da morte não foi divulgada pela família, e ainda não há informações sobre velório e enterro.
Luto oficial
O Governo do Rio de Janeiro lamentou a morte de Felipe em nota oficial, afirmando que o piloto da CORE/SAER (Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil) "travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida". A gestão estadual prestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, reconhecendo "a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado".
Agravamento do quadro
Na sexta-feira (15), o perfil de Felipe informou que ele estava internado em estado grave após a cirurgia para retirada de hematoma. Segundo a família, ele apresentou alterações no quadro clínico na quinta-feira (14) e precisou de medicações muito fortes para estabilização. "A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos", escreveu Keidna Marques. Ela explicou que os profissionais de saúde estavam fazendo o melhor pelo marido, "enquanto ele continuava lutando". E concluiu: "É um momento muito difícil de lidar. Seguimos em oração".
No sábado (16), o perfil repostou um vídeo informando que Felipe reagia "dentro do quadro de gravidade dele". A fisioterapeuta Gerlane afirmou que havia "uma esperança muito grande porque ele estava lutando para ficar bem" e que todos os profissionais de saúde faziam o possível para a recuperação. Ela ainda relatou que Keidna e outros familiares se revezavam nas visitas ao hospital.
Histórico de cirurgias
No primeiro final de semana de maio, o policial passou por uma cirurgia para retirada de hematoma na cabeça. Após o procedimento, foram identificados novos pontos de sangramento e foi necessário colocar um dreno. Em 20 de abril, ele já havia sido submetido a uma cranioplastia para colocação de uma prótese craniana. Em dezembro de 2025, Felipe recebeu alta hospitalar após quase nove meses de internação, sendo encaminhado a um centro de reabilitação. No entanto, em 26 de janeiro, ele precisou retornar ao hospital devido a uma infecção, que exigiu a retirada da prótese craniana.
O ataque
O helicóptero da Polícia Civil onde Felipe estava foi alvejado por criminosos enquanto sobrevoava a favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio, em março de 2025. O policial levou um tiro de fuzil no lado direito da testa, que atingiu o crânio. Ele foi levado ao hospital em estado gravíssimo, e os médicos constataram que ele havia perdido praticamente 40% do crânio. Posteriormente, foi transferido para uma unidade de saúde particular na zona sul do Rio. Em outubro de 2025, a esposa de Felipe contou ao UOL que os médicos consideraram que ele teve sorte, pois a bala entrou de baixo para cima e bateu na janela do helicóptero antes de atingir a testa, o que impediu que o tiro fosse fatal.



