A Justiça dos Estados Unidos atendeu, nesta segunda-feira (18), ao pedido da defesa de Luigi Mangione para que as provas coletadas pela polícia durante sua prisão não sejam admitidas no julgamento. O jovem de 28 anos é acusado de assassinar a tiros Brian Thompson, CEO de uma seguradora de saúde, em 2024. O julgamento está marcado para 8 de setembro e deve durar seis semanas.
Argumentos da defesa
Os advogados de Mangione sustentam que o conteúdo de sua mochila e as declarações feitas às autoridades durante a prisão em uma lanchonete na Pensilvânia são inadmissíveis. Eles alegam que a revista foi ilegal e que ele não foi informado de seus direitos legais. O juiz Gregory Carro, do tribunal estadual de Nova York em Manhattan, onde o crime ocorreu, aceitou o argumento, apesar da oposição dos promotores.
Provas da acusação
Em documentos judiciais, a acusação afirma possuir um conjunto robusto de evidências ligando Mangione ao assassinato, incluindo DNA, impressões digitais, um telefone celular e outra mochila que ele teria deixado cair durante a fuga de Nova York. A defesa, no entanto, conseguiu excluir as provas da prisão na Pensilvânia.
Vitória anterior
Em janeiro, Mangione obteve outra vitória: os promotores não poderão pedir a pena de morte. A juíza Margaret Garnett rejeitou duas acusações federais — homicídio e porte de arma com silenciador —, frustrando a promessa do governo Trump de buscar a execução. Mangione nega todas as acusações. Ele ainda enfrenta acusações federais de perseguição e acusações estaduais de homicídio, que podem resultar em prisão perpétua sem liberdade condicional.
Relembre o caso
Brian Thompson, de 50 anos, foi morto em 4 de dezembro de 2024, enquanto caminhava em Manhattan. Câmeras de segurança flagraram um atirador mascarado disparando pelas costas. A polícia afirma que as palavras “atrasar”, “negar” e “depor” estavam gravadas nas munições, frase usada para descrever como seguradoras evitam pagar indenizações. Mangione, de família rica de Baltimore, foi preso cinco dias depois em um McDonald's em Altoona, Pensilvânia, a cerca de 370 km de Manhattan.



